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Perdidamente

GÉNERO - Epistolografia

 

 

“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja. Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!...” O poema é de Florbela Espanca, um dos mais mediatizados poemas portugueses graças à sua beleza, mas também à voz de Luís Represas, que o eternizou musicalmente através dos Trovante.

Mas “Perdidamente” é agora também o nome de um novo livro de Florbela Espanca, que aglomera a sua correspondência amorosa. Ao longo de cinco anos, 1920-1925, a mais ilustre poetisa portuguesa de todos os tempos escreve inúmeras cartas e bilhetes a António Guimarães, aquele que viria a ser o seu segundo marido.

Depois de conhecermos os seus fabulosos sonetos, cuja qualidade literária os imortalizou, é tempo de se conhecer um pouco mais da vida privada desta mulher que ainda hoje nos encanta cada vez que olhamos para a sua poesia. Nesta epistolografia, Bela (como ela gostava de assinar as suas compostas cartas e curtos bilhetes), em estado de amante, distribui beijos e amor sem cansar ao Alferes Guimarães.

Ao longo de mais de 250 páginas, onde se destacam também documentos originais, a poetisa mostra, nos seus escritos, muita sensibilidade, preocupação, emancipação, emotividade e cumplicidade. Como nos recorda Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, na apresentação da obra, passamos também a conhecer uma dona de casa preocupada com as suas lides, as suas galinhas e o seu cão.

Uma saudação para Maria Lúcia Dal Farra, pela fixação dos textos, apresentação e notas explicativas deixadas em muitas das cartas. Parabéns à Inês Pedrosa, autora do prefácio, pois em apenas cinco páginas conseguiu mostrar por que “as cartas são mais eficazes que beijos”.  

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Florbela Espanca

Perdidamente

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Qualquer um pode carregar seu fardo, embora pesado, até anoitecer. Qualquer um pode fazer seu trabalho, embora árduo, por um dia. Qualquer um pode viver mansamente, pacientemente, amistosamente, até que o Sol se ponha. E isso é o que realmente a vida requer. (Stevenson, escritor britânico)

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