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Sementes de Humanidade

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Neste pequeno grande livro poético, cruzam-se sentimentos que vão da nostalgia à solidão, do momento à saudade, passando pela esperança, o sorriso, a visão.

Neste livro, o autor revela a sua humanidade na relação consigo próprio, com os outros, com a natureza, com Deus, numa mistura de sentimentos, emoções e sensações. 

Sendo Homem entre os Homens, num mundo marcado pela frieza e pelo egoísmo, o autor não pode ficar indiferente a tudo o que se passa à sua volta, mostrando-se sensível e atento à fragilidade dos outros. 

Parabéns professora José Carlos Pereira!

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José Carlos Pereira

Sementes de Humanidade

Chiado Editora


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Peregrino da Esperança e da Paz

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Apesar de já terem passado alguns meses desde que o Papa Francisco visitou o Santuário de Fátima, o certo é que um pouco por todo o lado ainda se continua a falar dos 100 anos da aparição e desta visita a Portugal do Sumo Pontífice.

Neste livro, pode encontrar as mensagens e as fotografias dos momentos mais significativos da peregrinação do Papa Francisco no centenário das aparições de Fátima.

Inclui dezenas de fotos da visita a cores. 

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AA.VV.

Peregrino da Esperança e da Paz

Paulus


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Só duas coisas que, entre tantas, me afligiram

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A sinopse diz tudo e é interessante. Ilustra o miolo e leva-nos a ter vontade de ler e reler mais uma obra de Alice Vieira.

“Nas memórias que marcaram o meu mundo e nas nossas memórias colectivas, do nosso mundo português, só duas coisas que, entre tantas, me afligiram…, mas mesmo apenas uma ou duas, porque as lembranças de lugares marcantes como o bar do Rick, em Casablanca; o teatro Capitólio; o Santini, em Cascais; o irrequieto mar do Guincho; a redacção do Diário de Lisboa; a tertúlia do café Monte Carlo; o pequenino mundo que começava e acabava no boulevard Richard Lenoir, em Paris, não me afligiram. De todo. Entraram na minha vida e insistiram, teimosamente, em aí ficar a morar, acompanhando-me dia a dia, como fiéis e indefectíveis companheiras de viagem.

Relevantes e nunca aflitivos são igualmente os relatos das minhas viagens quase diárias pelo mundo dos livros e das palavras, onde me cruzei com o Astérix e a Alice (a do País das Maravilhas); onde falo sobre contendas como a dos postais de viagens versus SMS; calcorreio frequentemente bibliotecas e feiras do livro. 

E passo em revista alguns dos dias que comemoramos como se fossem nossos - Dia dos Avós, Dia da Mulher, o 5 de Outubro, Dia dos Namorados -, bem como aquelas coisas que são muito nossas (portuguesas) - o chá levado para Inglaterra, a crise, os ilustres que nos deixam e nos marcaram.

Só duas coisas que, entre tantas, me afligiram… são breves estórias, do meu e nosso dia a dia, muitas delas publicadas no Jornal de Mafra on-line, que nos reconduzem às memórias e nos fazem reflectir sobre o mundo de hoje.”

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Alice Vieira

Só duas coisas que, entre tantas, me afligiram

Casa das Letras


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Os despojados

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Estamos perante um livro altamente premiado. Estamos perante a jornada de um homem em busca da reconciliação de dois mundos 

Não acontece por cá. Tudo se passa bem longe de nós. Em Anarres, um planeta conhecido pelas extensas áreas desérticas e habitado por uma comunidade proletária, vive Shevek, um físico brilhante que acaba de fazer uma descoberta científica que vai revolucionar a civilização interplanetária.

No entanto, Shevek cedo se apercebe do ódio e desconfiança que isolam o seu povo do resto do universo, em especial, do planeta gémeo, Urras…

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Ursula K. Le Guin

Os despojados

Saída de emergência


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Telmo Fidalgo Barreira: "Não acredito muito na inspiração"

Avaliação: / 3
FracoBom 

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Nascido em 1983, natural de Bragança, manifesta, desde muito cedo, o seu entusiasmo pela expressão artística. Poema de Aguardente em Casca de Noz é a sua primeira obra literária. Numa dialética profundamente metafórica, somos sacudidos pela força das palavras, numa viagem antitética, eminentemente plurissignificativa, onde a sua poesia é pautada, simultaneamente, pela lucidez e pela transgressão, deixando-nos permeáveis à intensidade dos sentimentos e ao lirismo das emoções.

Livros & Leituras - Quem é?

Telmo Fidalgo Barreira: Telmo Filipe Fidalgo Barreira, de 34 anos, sou natural de Bragança, onde vivi até aos 18 anos. Licenciei-me em enfermagem no ano de 2005. Nesse mesmo ano troquei o Norte pelo Sul e vivi aproximadamente uma década no Algarve. Depois de também ter vivido no Porto e em Chaves, decidi mudar-me para a vizinha Espanha, onde vivo actualmente, na cidade de Madrid. Arriscar-me-ia a dizer que a minha identidade é o reflexo da estreita relação que sempre mantive com as palavras e com as viagens que realizei. Não tenho um sentimento de pertença a um único lugar. Sou um bocadinho de todos os sítios por onde tenho passado.

Livros & Leituras - Como e quando começou a interessar-se por literatura?

Telmo Fidalgo Barreira: Embora hoje a memória seja um pouco sonâmbula, eu diria que não me lembro de viver sem livros, porém, a recordação factual mais intensa que tenho dessa minha primeira relação com a literatura, me conduza até à adolescência, talvez com 14/15 anos, quando conheci o simbolismo decadente e àcido da geração francesa dos “poetas malditos”. Toda aquela musicalidade poética, despertou em mim aquilo que nunca antes tinha sentido com a literatura. A ruptura linguística, a cadência, a força do verso livre, enfim... toda essa natureza, de alguma forma, subversiva e até polémica, me deixava sem fôlego. Não obstante, havia lido muitos livros antes disso e sempre, desde menino, fui habituado a ouvir as histórias que o meu avô e a minha mãe me contavam, mas nunca nada tinha marcado daquela forma. Sempre fui um ávido leitor, hoje com mais critério e com outros filtros, mas sempre com a mesma urgência e o mesmo amor pelas palavras. Adoro livros.

Livros & Leituras - Por que motivo resolveu escrever livros?

Telmo Fidalgo Barreira: Não foi uma decisão pensada; talvez a escrita funcione como catarse, nasce de uma necessidade de fuga emocional... talvez, no meu caso, seja uma consequência óbvia de ler muito, contudo, também não acredito que uma coisa seja directamente proporcional à outra. Nasceu por necessidade...

Livros & Leituras - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Telmo Fidalgo Barreira: Embora este seja o meu primeiro trabalho editorial, tenho muitas coisas escritas que nunca decidi publicar e que não são mais do que a extensão abstrata do pensamento e das emoções. Decidi publicar este trabalho, em concreto, por estar certo de que era isto que procurava para a edição de um primeiro livro de poesia; refiro-me a ele como um livro porque na verdade não é uma reunião de poemas mas sim um livro, com uma sequência temporal e uma narrativa poética. Desta forma, este foi o livro que mais gostei de escrever, porque, efectivamente e por esta ordem de ideias, foi o único livro que escrevi. Tudo aquilo que tinha escrito até então, eram unicamente ideias soltas; nunca tinha concebido um livro antes. Podê-lo-ia ter feito numa perspectiva de agregação de textos antigos, mas pensar numa obra como uma unidade, foi a primeira vez.

Livros & Leituras - Em que é que se inspira para escrever um livro?

Telmo Fidalgo Barreira: Escrevo sobre aquilo que me marca do ponto de vista emocional. Não existe um momento de inspiração. Na verdade, não acredito muito na inspiração. Acredito no trabalho. Gosto de remexer com as palavras, brincar com as ideias, criar pontes metafóricas e simbólicas entre elas. No fundo aquilo que me inspira para escrever é só isso. Às vezes basta uma palavra, uma estória, um filme, uma música... Qualquer coisa que me estimule do ponto de vista criativo, me pode impelir obsessivamente a escrever.

Livros & Leituras - Se não fosse escritor, o que gostava de ser?

Telmo Fidalgo Barreira: Na verdade, eu não vivo da escrita, sou enfermeiro de profissão e é essa a minha fonte de rendimento. Quando era adolescente pensava estudar filosofia. Tenho muitas paixões. Gosto muito de medicina veterinária, também, sendo qum apaixonado pela causa animal. A escrita é uma paixão a que me dedico como hobby.

Livros & Leituras - Quais são seus autores preferidos?

Telmo Fidalgo Barreira: Essa é daquelas questões que podem muito bem servir de rastilho para uma noite muito bem passada entre amigos e amantes de literatura. Não me querendo alongar muito em relação a este tema, gostaria de destacar os autores que mais me influenciaram em diferentes fases da vida, e ainda assim correndo o risco de me esquecer de alguns. Há muitos autores que me marcaram e até, quem sabe, me tenham mudado ideologicamente e emocionalmente. Como já referi a montante desta nossa conversa, a geração francesa dos “poetas malditos”, serviu-me de guia durante muito tempo; destaco Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Paul Verlaine e Léo Ferré, este último mais direccionado ao espectro musical, como cantautor e também poeta. Inevitavelmente a literatura portuguesa está entre a minha preferida. Herberto Hélder, Al Berto, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros, Mário Cesariny e Luiz Pacheco, são alguns daqueles que representam para mim o Santo Graal da literatura portuguesa, mas também gosto muito desta nova geração. Sempre tivemos autores incríveis. Sou apaixonado pela beleza e simplicidade da poesia Brasileira de Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros. Destaco outros autores que me marcaram, tais como, George Orwell, William Blake, Aldous Huxley, Hunter Thomson, Charles Bukowski, entre tantos outros. Para terminar, só fazer uma referência à Beat Generation. Foi minha companhia entre os 25 e os 30 anos; saliento Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs. Talvez sejam estas algumas das minhas referências. De há uns anos para cá, tenho-me debruçado sobre a literatrua Russa que é absolutamente fora de série, também. Enfim, já me alonguei demais e havia ainda tanto para contar (risos)...

Livros & Leituras - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

Telmo Fidalgo Barreira: Acreditar que é possível e trabalhar para que isso possa acontecer. Ler muito pode ajudar mas não creio que seja determinante. Ter confiança no seu trabalho e arriscar.

Livros & Leituras - Para quando um novo projeto editorial?

Telmo Fidalgo Barreira: Estou a escrever aquele que será o meu segundo livro de poesia. Não há datas previstas para a edição até porque ainda se encontra numa fase muito embrionária de criação. Tudo indica que terá uma abordagem mais livre e experimental mas ainda é muito cedo para falar sobre isso.

Livros & Leituras - Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

Telmo Fidalgo Barreira: O trabalho de promoção que vocês fazem é absolutamente incrível. Uma revista cultural com estas características e sem fins lucrativos merece uma vénia... Acho que o público dar-vos-á esse meritório reconhecimento pelo trabalho que desenvolvem. É maravilhoso encontrar pessoas que dedicam as suas vidas à arte desta forma tão generosa e altruísta.


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A vergonha de confessar o primeiro erro leva a cometer muitos outros. (Jean de la Fontaine)

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