Opinião dos Leitores

Newsletter

Tradutor

Livros & Leituras TV

Entrevistas

Passatempo Literário L&L

Passatempo Literário de Verão da Livros & Leituras

CONCURSOS - Passatempo Literário L&L

“Os Olhos Amarelos dos Crocodilos”, da autoria de Katherine Pancol, é a mais recente aposta da editora Esfera dos Livros. Uma excelente opção de leitura para este Verão de 2010.

A revista Livros & Leituras desafia os seus leitores a escreverem uma frase que melhor identifique Katherine Pancol e a sua obra. As três melhores frases recebem um exemplar de “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos”.

Este passatempo literário de Verão L&L decorre até 3 de Setembro. Os vencedores serão conhecidos a  4 de Setembro de 2010.

 

Os textos devem ser enviados para Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .


Add a comment

Passatempo Literário - 1.º aniversário da L&L

CONCURSOS - Passatempo Literário L&L

Integrado nas comemorações do 1º aniversário (20 Julho) da Revista LIVROS & LEITURAS, lançamos hoje mais um passatempo literário.

Baseado nas obras do escritor Pedro Silva, que há cerca de um ano deu uma entrevista à L&L, pedimos aos nossos leitores que escrevam algumas linhas (máximo cinco) sobre o autor e a obra. As três melhores frases receberão um livro (“Templários” da editora Catedral das Letras ou “Português País de Tradição” da editora Ramiro Leão) do escritor ribatejano.

À semelhança de outros passatempos já realizados, pedimos aos nosso leitores para enviar, até 30 de Julho, os textos, com nome e morada, para: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar . Os resultados serão publicados no dia 31 de Julho de 2010.


Add a comment

Vencedores do II Passatempo Literário L&L

CONCURSOS - Passatempo Literário L&L

 

 

O II Passatempo Literário L&L, que contou com o apoio da K EDITORA, contou com a participação de 27 trabalhos. Nesta segunda edição, quisemos saber quem foi o escritor português de 2009.  Depois de uma criteriosa e difícil selecção, a equipa da revista LIVROS & LEITURAS seleccionou as três melhores participações para publicação aqui na L&L. Os 10 primeiros concorrentes / vencedores vão ser premiados com uma oferta L&L / K EDITORA.   

 

1º Lugar - Maria Nóvoa (Chaves)

Sei que a minha opinião quanto ao escritor de 2009 pode vir a gerar alguma controvérsia. Talvez a revista Livros & Leituras até tenha algum receio de premiar e publicar um texto destes mas, como a censura já ficou para trás há muito tempo, vamos lá tentar. José Saramago é um escritor que, enquanto for vivo e nos privilegiar com a partilha do seu génio, não irá desiludir o seu público fiel. Devo dizer que a minha admiração por este criador e reinventor de histórias e da própria História do Homem não começou cedo. Quando me foi imposta a leitura do Memorial no secundário, confesso que atalhei caminho pelos resumos da Europa-América. Naquela altura, a escrita de Saramago parecia-me uma floresta densa e impenetrável. Simplesmente não tinha maturidade para dali retirar todo o potencial da obra. A quantos não terá acontecido o mesmo?

Foi só uns anos mais tarde que recuperei a coragem para voltar a tentar ler o nosso Nobel. A idade era outra e o texto e o contexto também. Perdi o medo e ganhei um amigo que não conheço. Acompanhei os Diários, andei de Jangada, recuperei Ricardo Reis e perdi a Cegueira. Por dizer o que pensa, o que muitos não têm coragem de dizer e por não ser hipócrita, já foi criticado, punido, renegado. Mas nunca foi silenciado. Este país é pequeno, tem falta de ar e de espaço para o génio, sofre de um mal crónico de inveja e de uma tristeza angustiante.

Pegue-se nos mais recentes Caim ou A Viagem do Elefante e saia-se daqui para fora. Alcancem-se outros mundos através de uma escrita de qualidade, de uma ideia que sempre surpreende, de uma pontuação que só um génio sabe utilizar daquela forma. Aprenda-se com Saramago, sempre! Enquanto podemos. E que não nos falte tão cedo.

2º Lugar - Nuno Alexandre Antunes (Vila Nova de Gaia) 

Penso que não terei grande sorte de ser um dos premiados do passatempo literário que estão a realizar, porém deixo aqui o meu aplauso e saudação a ideias destas. Tudo o que incentive os portugueses a escrever é sempre bem-vindo. Os parabéns, portanto, à Livros & Leituras e à K Editora que se associou a este passatempo literário. Respondendo ao desafio, conto ser breve. Não são necessárias muitas palavras para explicar a razão da escolha. Para mim, o escritor luso do ano 2009 é José Rodrigues dos Santos. A minha eleição nada tem a ver com a mediatização que teve a sua mais recente obra, “Fúria Divina”.

O Conjunto dos seus cinco livros, que li com muita dedicação, diz tudo. Há no escritor uma magia que contagia soberbamente os seus leitores. Para quem não acredita, então que pegue no “Codex 632” ou na “Fórmula de Deus” e confirmará o que digo. O Prémio Clube Literário do Porto, que recebeu em final de 2009, foi a justa homenagem de um trabalho árduo desenvolvido por este jovem escritor. José Rodrigues dos Santos é muito objectivo na escrita. Talvez tenha ido buscar esse seu estilo ao jornalismo, que se quer claro e objectivo. As suas palavras dizem o que têm de dizer e a mais não são obrigadas. Enquanto as metáforas ficam de foram, nos livros entra informação e o conteúdo. Entra também a imaginação. O autor não escreve por escrever. Documenta-se em várias fontes e passa para o papel o real. As imagens de cenários e gentes são muito fortes. Vivemos as suas histórias como se tivéssemos lá estado na primeira pessoa, com a garantia de continuarmos a ter lugar na primeira fila do espectáculo.

 

3º Lugar - Vitor Burity da Silva (Porto)

 

A António Lobo Antunes e a Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar. Melhor livro de 2009.EXPLICA-ME O DEUS

Fonte nauseabunda de pecúlios sem regra, um esquimó sôfrego de espinha entalada, a rastejar-se sozinho nos gelos imaginados das janelas avulsas da cidade a perder-se, um céu à esquina, um delírio inventado para me contorcer como ele em vómitos corrosivos de agentes da lei a deflagram-se sem fim, como quando era pequeno e ia devagar ao zoo ver os desenhos animados à volta da minha casa, pendurados nos estribos de arame esticados para me deliciarem, o cheiro arruinado estendia-se pelos enxofres varridos da tarde naquela visita solitária da minha vontade, às paredes fechadas. A voz da minha mãe enxotava-me para o interior, recriava sem regras, enfim, passos como outra coisa qualquer na andadura do tempo, na andadura das sementes que secam no quintal das nossas rezas, sim, ela era fiel, é ainda fiel aos pergaminhos divinos da igreja. Talvez eu soubesse do riso, sentisse sobre o mar os navios enxotados nas ondas, um dia a margem incumbira como recado desligar-me das coisas desta rua onde moro, um lugar distante da terra com efeitos de estrelas, uma viagem dos sonhos na viatura de ninguém na estrada de nada num refutado silêncio, de dois que apenas se falam no silêncio dos lençóis, despidos, de costas um para o outro, ninguém ali sabe rezar e isso nunca me agradou, pergunto: Que aventas do terço? Nada a responder na sala, ninguém segue comigo o silêncio secreto ou sagrado desta morte de vícios, queira um dia a mata sufragar-me, deleitar-me nos seus silêncios escondidos por trás da vontade como quem se embala num refego de calmas perdidas: Explica-me então tu o que souberes dos passos a caminho das nuvens, fala-me das coragens inventadas das leituras abortadas, desse rosto sem explicação faz-me entender o silêncio, explica-me o retorno dos beijos e que mais, como uma estrada difusa de lados barrados pela alcofa metálica dos rails, como se um raio nos invadisse madrugadas a fim, a fim de descobrir-me por margens caladas. Ao ler deliciosamente este recreio descrito nas páginas da vida vou lentamente entrando numa dispersão vagabunda dos meus vícios, sem medos, como se fosse por ventura, um soldado abandonado nos claustros da razão e deglutir-me, ali mesmo, para que se saiba, os recreios elaborados por dissertações de filosofias encarnadas na pele da gente de lá, ou fossem refrães de cânticos natalícios estes beijos que sinto na tua pele?

 


Add a comment

Participe no II Passatempo Literário L&L

CONCURSOS - Passatempo Literário L&L

 

A revista LIVROS & LEITURAS lança o II PASSATEMPO LITERÁRIO L&L. Com o apoio da K EDITORA, este concurso consiste em desafiar todos os leitores a escreverem um texto – em prosa ou em verso – sobre o tema: “Para si qual foi o escritor de 2009, e porquê?”. Consulte o regulamento, participe e GANHE PRÉMIOS! 

 

 

Regulamento: 

 

 

1 – O II PASSATEMPO LITERÁRIO L&L decorre até 30 de Janeiro de 2010.

2 – O resultado do passatempo será publicado na edição de 5 de Fevereiro de 2010 da revista LIVROS & LEITURAS.

3 – O concorrente, interessado em participar, deve fazer parte da mailing list da Revista LIVROS & LEITURAS. Para tal, deve subscrever a newsletter, inserindo o seu nome, apelido e e-mail.

4 – O texto não poderá fugir ao tema proposto, terá de ser inédito e não poderá ultrapassar uma página em formato A4, escrita em fonte Calibri, tamanho 12, espaçamento 1,5.

5 – O concorrente deverá enviar o seu texto com nome (ou pseudónimo), morada e endereço de e-mail, em língua portuguesa, para: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar .

6 – O concorrente deverá referir que autoriza a publicação do texto na revista LIVROS & LEITURAS.

7 – O Júri é composto pelo corpo redactorial da revista LIVROS & LEITURAS. Caso se verifique um empate na decisão do júri, a directora da L&L terá voto de qualidade.

8 – Além da publicação dos três melhores trabalhos concorrentes ao PASSATEMPO LITERÁRIO L&L, serão atribuídos livros às melhores participações.

9 – A revista reserva-se o direito de eliminar todos os textos que não cumpram o regulamento ou que não se enquadrem no espírito destes passatempo literário.

10 – Este passatempo tem o apoio da K EDITORA.


Add a comment

Vencedores do I Passatempo Literário L&L

CONCURSOS - Passatempo Literário L&L

 

 

O I Passatempo Literário L&L, que contou com o apoio das PUBLICAÇÕES EUROPA-AMÉRICA, teve a participação de mais de 20 trabalhos. Depois de uma criteriosa e difícil selecção, a equipa da revista LIVROS & LEITURAS seleccionou as três melhores participações para publicação aqui na L&L. Os 10 primeiros concorrentes / vencedores vão ser premiados com uma oferta L&L / EUROPA-AMÉRICA.   

 

 

1º Lugar - Joana Costa Espírito Santo (Moita, Portugal)

No silêncio e na aparente solidão, os livros são ainda os únicos que me tentam transmitir alguma coisa, para além daquilo que oiço e vejo todos os dias.

Afinal, não estamos assim tão sós, concluo.

Tento combater este lugar ermo, e por isso, vamos juntos, eu e os meus pensamentos à rua.

Pensamentos que se foram engrossando, cimentando, alicerçando, desenvolvendo, que tiveram como mestres os livros.

Afinal, reflicto, nós somos o sumo que esborrata com a tinta o papel de quem os escreve.

Deparo-me com o resto de uma pomba desfeita, despedaçada na estrada, enquanto outra ave faminta se prepara para a debicar.

Vejo a mesma mulher velha sentada num degrau próximo do chão, de mão esticada, esperando que uma moeda lhe caia do céu ou de algum acto de generosidade.

Reparo nas mesmas esplanadas apinhadas de gente, cafés e restaurantes abundantes, com empregados de fato a rigor.

Americanos, Franceses, Ingleses, fiéis povoam fascinados esses lugares enquanto se deliciam no velho cigarro e no vinho fresco.

Um homem coxo, vem na minha direcção, ele toca acordeão, a mesma música que oiço  todos os dias e anima as pessoas que passam, que vão gentilmente distribuindo sorrisos.

Eu podia mudar de roupa, de cor de cabelo, de casa, de gostos musicaisde partido político, acrescentar mais um animal de estimação, pintar as paredes da minha casa de outra cor, substituir os bibelôs inventar novos amigos, mudar de namorado ou marido, de cidade ou País.

Eu podia mudar tudo, ou ainda deixar tudo igual, se não pudesse voar.

Sim, li-me, e li-te e tive o privilégio de conhecer tantos mundos.

Por tudo isso e mais alguma coisa, queria ser uma música, uma foto, um quadro, um balde de tinta, uma folha em branco, um riacho, um poema, uma nuvem....

(Uma história)

Um livro para te oferecer. 

 

 

 

2º Lugar - Mário Constantino (Coruche, Portugal)

Na mais pura das solidões, na maior das tristezas e até mesmo no solene momento em que nada nos acalma porque o Destino está prestes a bater à porta, todos, sem excepção, precisamos de um contrapeso à emoção do momento. Porque todos somos humanos e alguns de nós racionais – até de mais, por vezes.

É nestas alturas que o pensamento precisa de alguma coisa, por mínima que seja, à qual dar as mãos e que o ajude a desviar-se do seu percurso natural quando estamos tristes. É em tempos como este – em que a imaginação nada mais alcança do que aquilo que está errado, em que a luz parece escassear no fundo do túnel e quando o copo nos parece mais vazio que cheio – que precisamos de ajuda. Mas essa ajuda pode ter tanto de humano quanto de inumano. Na verdade, raras são as ocasiões em que o auxílio certo nasce de onde o esperamos. Mas, do aparente acto inocente que é dar um livro, pode vir uma estrondosa ajuda em termos pessoais, ou por vezes profissionais, ao prendado.

Um livro não é apenas um conjunto de letras que por sua vez formam palavras, linhas, parágrafos. Há muito mais do que isso entre as capas de uma obra, coisas que as palavras só por si não conseguem explicar, e que a mente humana não consegue ignorar. Coisas que nos distraem quando mais precisamos e quando tudo o resto parece não funcionar.

Um livro é magia sob a forma de folhas e espalha essa mesma magia sobre nós quando aberto e lido. No seu interior há sempre uma mensagem à espera de ser revelada, ainda que alguns digam o contrário.

Então, é aí que reside a importância no acto de dar um bom livro. Ao fazê-lo, concedemos uma oportunidade à pessoa de se maravilhar com o seu conteúdo e, quem sabe, em tempos mais obscuros, utilizar a sabedoria que adquiriu ao lê-lo para avançar na vida. Em última instância, dar um livro não consiste apenas nisso mesmo, mas sim em fornecer uma arma contra adversidades que todos temos, mas nem todos sabemos ultrapassar. Mas, como um dos objectos mais completos que podemos ter à mão, um livro não é só uma arma, mas também uma mensagem, uma distracção e uma prova de amor. Essa é a importância de dar um livro.  

 

 

 

3º Lugar - Cláudia Christina Barbeito Sá (Rio de Janeiro, Brasil)

Todos os seres humanos são autores de suas histórias. Alguns ousam compartilhar suas emoções, fantasias, conhecimentos e experiências quando decidem publicar. Acabei de publicar um livro, e boa parte dos meus leitores me retornaram comentando sobre a obra. Estou atenta a cada comentário, com todos os meus sentidos em alerta. Os meus ouvidos, além de escutar, são capazes, por exemplo, de enxergar, quando com meus olhos leio os comentários que chegam por e-mail, e que ecoam em mim como se aquele leitor estivesse a me falar “ao pé do ouvido”.

A minha experiência com os livros, cria intimidade entre mim e quem os escreve. Sinto-me intima, por exemplo, de Nietzsche, Deleuze, Espinosa, Bataille... Estou sempre recorrendo às suas obras e despejando nelas, por elas e com elas as emoções que se expressam em mim, comigo e por mim no “aqui e agora”.

As palavras e/ou imagens, quando traduzidas para obras literárias, confidenciam conhecimentos que ficarão no meio do caminho do leitor e do autor, produzindo diferentes dinâmicas, como redes que se expandem para todos os lados e direções, infinitamente. Tal produção proporciona a criação de vínculos que até então não existiam. Os vínculos que são criados através dos livros nos comprometem com a vida em sua atemporalidade. Se por um lado um livro apresenta-se por palavras estratificadas, na produção específica do autor, por outro lado ele proporciona uma rota de fuga, um novo caminho, para quem o assume em leitura. Um livro é sempre parte de uma vida, por histórias idealizadas, realizadas, pesquisadas ou sonhadas. Seja como for, quando ofereço um livro estou oportunizando a criação de vínculos que se estabelecerão através daquela obra. 

A importância de se oferecer um livro, para mim, encontra-se no desencontro do tempo e do espaço existente entre leitor e autor; a partir daí, nos interstícios dos desencontros torna-se possível encontrarmos diferentes possibilidades de viver. Sendo assim, vale dizer que oferecer um livro é o mesmo que oferecer Vida! 


Add a comment

PUB

NOVIDADES

A FRASE

O vitorioso tem muitos amigos; o vencido, bons amigos. (Provérbio mongol)

PUB

Faixa publicitária

Originais

Opinião