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Existem três tipos de mentiras: mentiras, mentiras sujas, e estatísticas. (Benjamin Disraeli)

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Passagens d'O Continente

GÉNERO - Contos

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Miguel Viegas Leal é um jovem estudante algarvio que um dia percebeu o amor que tinha pela literatura e a paixão pela escrita. Marcado pela leitura de uma obra (há sempre um livro que nos marca mais!), começou a escrever e a mostrar o que escrevia. Participou em concursos literários e ganhou.

Daí ao lançar-se na aventura de publicar os seus textos, tudo aconteceu muito rapidamente.

Certamente inspirado em literaturas fantásticas, Miguel Viegas Leal (que já tem nome de escritor) cria um mundo fantástico, onde vive gente comum, mas também feiticeiros, rainhas, magos, cavaleiros, heróis e deuses.

Estamos perante a luta do bem contra o mal, num mundo distante, repletos de aventuras e magia. São seis interessantes contos contados pela mão de um jovem promissor na arte da escrita.

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Miguel Viegas Leal

Passagens d´O Continente

Chiado Editora


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O dia cinzento e outros contos

GÉNERO - Contos

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Além de romancista, ensaísta e poeta, Mário Dionísio é igualmente um grande contista. Se dúvidas houvesse, "O Dia Cinzento e Outros Contos" dissipava-as.

Agora em edição de bolso, este livro inovador – escrito em 1944 -  é uma referência do conto, apesar de ter sido ignorado pela crítica durante algum tempo.

São quinze os contos que nos apresenta o autor. De temática diversificada, interessantes, intemporais e inteligentes.

Fernando Namora escreveu um dia: “Relendo este O Dia Cinzento, aí estão, mais salientes do que nunca, as raízes da sua representatividade e uma densidade de atmosferas”

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Mário Dionísio

O Dia Cinzento e Outros Contos

Publicações Europa-América


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Os três machados

Avaliação: / 1
FracoBom 

GÉNERO - Contos

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Um conto vos vou contar em verso de pé quebrado. E tão pobres são os versos que até estou envergonhado. Nem sei como começar. Ah! Já sei, era uma vez… um honrado camponês que perdeu o seu machado. Era um dó vê-lo chorar. Muitas lágrimas a fio, porque o machado caiu nas turvas águas do rio.

A boa Fada das Águas escutou as suas mágoas e querendo experimentar, ou talvez recompensar, o camponês infeliz (o certo ninguém o diz!), mostrou-lhe um belo machado, ainda um pouco molhado, mas de prata revestido e perguntou-lhe sorrindo se era o que tinha perdido.

Todavia, o camponês, sem hesitar um segundo, disse: - esse é muito lindo. O meu está no rio, bem fundo.

A Fada mais uma vez pôs à prova o camponês. Mostrou-lhe outro machado, todo em ouro reluzente. Mas o camponês honrado provou-lhe sua honradez: - Não há ouro que me tente, eu só quero o meu machado. A Fada logo assim fez, do rio tirou o machado, entregou-o ao camponês que agradeceu encantado.                                          

Porém, outro camponês, sabendo do sucedido, deitou ao rio seu machado, fingiu que tinha caído, para ganhar um dourado. A Fada viu que mentia e foi ele o enganado: não teve o ouro que queria, ficou sem nenhum machado. Até que o machado, um dia, foi nesse rio encontrado, inútil e enferrujado.
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Histórias mal contadas

GÉNERO - Contos

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Da coleção Viagens na Ficção, da Chiado Editora, a autora Amélia Militão apresenta-nos um conjunto de 20 contos, intitulados “Histórias Mal Contadas”.

Aqui, conhecemos a Dona Rita, o Ricardo, o Vasco, mas também o morcego, o vinho, a serpente, o professor, entre muitos outros.

Em todos os textos, sem exceção, há um fundo de verdade. A escritora deixa no ar várias questões no sentido de levar o leitor a procurar respostas.

Qualquer obra de ficção é isto mesmo: o permitir ao leitor dar asas à sua imaginação. Um texto nunca é interpretado da mesma maneira, e é nisto que reside a riqueza de uma obra literária. Espero como autor que estes pequenos textos tenham cumprido a sua tarefa, a tarefa de os fazer viajar no mundo maravilhoso da imaginação.

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Amélia Militão

Histórias mal contadas

Chiado Editora


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A inverosímil história de um serial killer

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O ignóbil Monstro dos Andes ou A inverosímil história de um serial killer é apenas um dos dez contos que compõem esta colectânea de história escritas por Artur Dagge e publicadas pela editora de Hugo Mota. As singulares ilustrações são da responsabilidade de Elisabete Fiel e Óscar Coelho.

Quem arriscar atravessar os contos de Dagge, aventurando-se na sua leitura, terá o privilégio de encontrar personagens únicas: o insurrecto Pedro Pêra Boa, a ganaciosa Balbina Pato-Vila, o abandonado Joaquim Elias, a abnegada princesa Stewart Ferguson, o ignóbil Monstro dos Andes Pedro Alonzo, o imbecil Juan Gonzalez ou a abnegada Júlia Escobar. Todos personificam alguns dos mais sérios pecados humanos e, invariavelmente, não podem fugir ao seu destino. Destino esse que é negro, influência da própria vida. Que consegue ser bastante mais negra que estes contos.

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Artur Dagge

A inverosímil história de um serial killer e outros contos

HM Editora


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