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Onde estavas quando criei o mundo?

GÉNERO - Teatro

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A presente obra enquandra-se no capítulo da dramaturgia. Em 2012 estrou no Teatro Nacional de D. Maria II este texto de Artur Ribeiro. Onde estavas quando criei o mundo? apresenta-nos a história de uma mãe que é levada a tribunal pelo crime de filicídio. O texto está construído, propositadamente, para conduzir o leitor à reflexão sobre os factos apresentados. De juiz a confessor, por ambas as posições qualquer leitor passará com este livro na mãos. Das razões que podem ter levado a mãe a cometer tal ato tão hediondo, ao ato em si que tanto poderá ter de piedoso como de sacrifício, aos exemplos da Bíblia, à eutanásia... Num pequeno grande livro são levantadas várias questões atuais e morais da nossa e de qualquer sociedade moderna.

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Artur Ribeiro

Onde estavas quando criei o mundo?

Guerra & Paz


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Uma noite em casa de Amália

GÉNERO - Teatro

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Esta peça de Filipe La Féria retrata uma noite de inverno nos alvores do marcelismo e antes do 25 de Abril, aquando de uma das tertúlias que Amália realizava na sua casa onde recebia intelectuais maioritariamente opositores do Estado Novo.

O musical foi construído a partir de um registo discográfico da noite em que Amália Rodrigues recebe na sua casa de S. Bento o poeta brasileiro Vinicius de Moraes e algumas figuras da cultura portuguesa como Natália Correia, David Mourão Ferreira, Ary dos Santos, entre outros.

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Filipe La Féria

Uma noite em casa de Amália

Chiado Editora


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Um auto à República

GÉNERO - Teatro

 

“Um Auto à República” é um texto dramático que pode perfeitamente ser representado por alunos do 2º ou 3º ciclos. E eles são mesmo as personagens desta peça. Eles e a professora Augusta, que decide comemorar o centenário de implantação da República através de uma representação teatral. Viverão, assim, os acontecimentos de um passado ainda bem vivo, bem como o entusiasmo das personagens que impulsionaram a mudança.

 

Cidália Fernandes criou assim uma turma de jovens traquinas mas empenhados, que conviverão de perto com aqueles personagens que participaram directamente na história da sua pátria e da Humanidade, como o rei D. Manuel II, Guerra Junqueiro, António Nobre ou José Relvas.

 

O sucesso está garantido e a peça termina com os célebres vivas à República e o Hino Nacional “A Portuguesa”. As ilustrações desta obra da Plátano Editora ficaram a cargo de Jorge Miguel.

 

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Cidália Fernandes

 

Um Auto à República

 

Plátano Editora

 


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Cenas de um terramoto

GÉNERO - Teatro

 

A mais recente obra do escritor Domingos Lobo chama-se “Cenas De Um Terramoto”. Trata-se de uma peça de teatro em dois actos escrita para o grupo Sobre Tábuas.

 

Para assinalar os 100 anos do terramoto de 1909, que arrasou o sul do distrito de Santarém (Samora Correia, Benavente, Santo Estêvão, Barrosa e Salvaterra de Magos), o escritor deixa-nos a descrição de um facto que ainda hoje é recordado com respeito. Foi a 23 de Abril, e morreram seis dezenas de pessoas debaixo dos escombros.

 

Aquele que foi o maior sismo ocorrido em território português é aqui recordado por este escritor de Santa Comba Dão, mas adoptado pelo Ribatejo.

 

A primeira cena desta interessante obra coloca de imediato o leitor no palco dos acontecimentos. Começa precisamente com um diálogo entre o jovem António e o mestre Sereno. Gera-se o medo e começa-se a ver as casas a esfumar e a Igreja Matriz de Benavente a desabar. Não é ilusão. A terra treme mesmo debaixo dos pés. Já antes, os animais do campo e da quinta tinham, ao que parece, dado sinal que algo iria acontecer. Dizem os mais velhos que os animais pressentem as catástrofes naturais. Logo aí somos presos até ao fim por uma acção repleta de interessantes descrições espácio-temporais, facto que nos indica claramente que estamos perante uma investigação minuciosa leva a cabo pelo autor.

 

Na obra, há espaço para todas as personagens emergirem de uma realidade presente. O maestro é o narrador que ajuda a colocar em cena o padre, a camponesa, o campino, a professora, mas também o presidente de câmara, os vereadores, a velha a até Francisco Sousa Dias.

 

Romancista, contista, dramaturgo e investigador da história são, de resto, algumas facetas da vida de Domingos lobo que neste livro, aqui e ali, se vão também reconhecendo. Escritor surpreendentemente, de um grande método e rigor. Homem de grande cultura, deixa-nos uma prosa simples e leve que merece ser lida com respeito e atenção.

 

Este é, sem margem para qualquer dúvida, livro da História para a História da região do Vale do Tejo e do nosso país. Parabéns Domingos Lobo!

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Domingos Lobo

 

Cenas De Um Terramoto

 

Fonte de Palavra

 


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Bocage, ele mesmo!

GÉNERO - Teatro

 

 

É um privilégio ter em casa um dos apenas 3000 exemplares da edição de 1999 desta obra. “Bocage, Ele Mesmo” é uma peça de teatro onde Fernando Cardoso nos apresenta um dos maiores poetas portugueses de sempre, Manuel Maria Barbosa du Bocage. Determinado em desfazer a ideia de que Bocage era apenas um escritor de anedotas e versos eróticos vulgares, o autor captura a sua dimensão interior e genialidade e retrata, simultaneamente, a sociedade da sua época.

Já Justino Mendes de Almeida concorda, no proscénio, que o autor “consegue (...) dar ao grande público uma imagem tão próxima quanto possível do real, autêntica, verdadeira de Bocage, correctora da figura de um poeta imortal, mal conhecido, ou mesmo desconhecido, distorcido até, pelos menos informados, através de uma narrativa vívida e dinâmica, em que o factor humano sai relevado.” Para o reitor da Universidade Autónoma de Lisboa, “o autor pôde transmitir, a quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, como no tempo de Gil Vicente se exigia, uma visão mais nítida da biografia dramática de um poeta que encontra em Luís de Camões o seu melhor símile”.

Para todos os que desejam conhecer melhor esta figura incontornável da literatura portuguesa do final do séc. XVIII, a peça de Fernando Cardoso pode ser preciosa. A obra, profusamente ilustrada por quadros e gravuras de variadíssimos autores, é da editora Portugalmundo.

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Fernando Cardoso

Bocage, Ele Mesmo!

Portugalmundo


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