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Teatro

Um auto à República

GÉNERO - Teatro

 

“Um Auto à República” é um texto dramático que pode perfeitamente ser representado por alunos do 2º ou 3º ciclos. E eles são mesmo as personagens desta peça. Eles e a professora Augusta, que decide comemorar o centenário de implantação da República através de uma representação teatral. Viverão, assim, os acontecimentos de um passado ainda bem vivo, bem como o entusiasmo das personagens que impulsionaram a mudança.

 

Cidália Fernandes criou assim uma turma de jovens traquinas mas empenhados, que conviverão de perto com aqueles personagens que participaram directamente na história da sua pátria e da Humanidade, como o rei D. Manuel II, Guerra Junqueiro, António Nobre ou José Relvas.

 

O sucesso está garantido e a peça termina com os célebres vivas à República e o Hino Nacional “A Portuguesa”. As ilustrações desta obra da Plátano Editora ficaram a cargo de Jorge Miguel.

 

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Cidália Fernandes

 

Um Auto à República

 

Plátano Editora

 


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Cenas de um terramoto

GÉNERO - Teatro

 

A mais recente obra do escritor Domingos Lobo chama-se “Cenas De Um Terramoto”. Trata-se de uma peça de teatro em dois actos escrita para o grupo Sobre Tábuas.

 

Para assinalar os 100 anos do terramoto de 1909, que arrasou o sul do distrito de Santarém (Samora Correia, Benavente, Santo Estêvão, Barrosa e Salvaterra de Magos), o escritor deixa-nos a descrição de um facto que ainda hoje é recordado com respeito. Foi a 23 de Abril, e morreram seis dezenas de pessoas debaixo dos escombros.

 

Aquele que foi o maior sismo ocorrido em território português é aqui recordado por este escritor de Santa Comba Dão, mas adoptado pelo Ribatejo.

 

A primeira cena desta interessante obra coloca de imediato o leitor no palco dos acontecimentos. Começa precisamente com um diálogo entre o jovem António e o mestre Sereno. Gera-se o medo e começa-se a ver as casas a esfumar e a Igreja Matriz de Benavente a desabar. Não é ilusão. A terra treme mesmo debaixo dos pés. Já antes, os animais do campo e da quinta tinham, ao que parece, dado sinal que algo iria acontecer. Dizem os mais velhos que os animais pressentem as catástrofes naturais. Logo aí somos presos até ao fim por uma acção repleta de interessantes descrições espácio-temporais, facto que nos indica claramente que estamos perante uma investigação minuciosa leva a cabo pelo autor.

 

Na obra, há espaço para todas as personagens emergirem de uma realidade presente. O maestro é o narrador que ajuda a colocar em cena o padre, a camponesa, o campino, a professora, mas também o presidente de câmara, os vereadores, a velha a até Francisco Sousa Dias.

 

Romancista, contista, dramaturgo e investigador da história são, de resto, algumas facetas da vida de Domingos lobo que neste livro, aqui e ali, se vão também reconhecendo. Escritor surpreendentemente, de um grande método e rigor. Homem de grande cultura, deixa-nos uma prosa simples e leve que merece ser lida com respeito e atenção.

 

Este é, sem margem para qualquer dúvida, livro da História para a História da região do Vale do Tejo e do nosso país. Parabéns Domingos Lobo!

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Domingos Lobo

 

Cenas De Um Terramoto

 

Fonte de Palavra

 


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Bocage, ele mesmo!

GÉNERO - Teatro

 

 

É um privilégio ter em casa um dos apenas 3000 exemplares da edição de 1999 desta obra. “Bocage, Ele Mesmo” é uma peça de teatro onde Fernando Cardoso nos apresenta um dos maiores poetas portugueses de sempre, Manuel Maria Barbosa du Bocage. Determinado em desfazer a ideia de que Bocage era apenas um escritor de anedotas e versos eróticos vulgares, o autor captura a sua dimensão interior e genialidade e retrata, simultaneamente, a sociedade da sua época.

Já Justino Mendes de Almeida concorda, no proscénio, que o autor “consegue (...) dar ao grande público uma imagem tão próxima quanto possível do real, autêntica, verdadeira de Bocage, correctora da figura de um poeta imortal, mal conhecido, ou mesmo desconhecido, distorcido até, pelos menos informados, através de uma narrativa vívida e dinâmica, em que o factor humano sai relevado.” Para o reitor da Universidade Autónoma de Lisboa, “o autor pôde transmitir, a quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, como no tempo de Gil Vicente se exigia, uma visão mais nítida da biografia dramática de um poeta que encontra em Luís de Camões o seu melhor símile”.

Para todos os que desejam conhecer melhor esta figura incontornável da literatura portuguesa do final do séc. XVIII, a peça de Fernando Cardoso pode ser preciosa. A obra, profusamente ilustrada por quadros e gravuras de variadíssimos autores, é da editora Portugalmundo.

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Fernando Cardoso

Bocage, Ele Mesmo!

Portugalmundo


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Bendito apagão!

GÉNERO - Teatro

 

 

 

Através da Portugalmundo, Fernando Cardoso apresenta-nos mais um peça de teatro que pode ser executada na escola pelos mais pequenos. Bastam algumas personagens, uns quantos ensaios e já está. O texto é fácil de decorar porque lembra um quotidiano que poderia muito bem ser o nosso.

Chama-se “Bendito Apagão!”, e é mais um texto dramático ao bom estilo deste escritor e professor de literatura infantil. A obra aborda as relações existentes entre três gerações (pais, filhos e netos). Em cena entra a avó Maria, o avô Manuel, o pai Francisco, a mãe Julieta, a Susana e o Miguel. Uma família engraçada que nos deixa bem dispostos.

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Fernando Cardoso

Bendito Apagão!

Portugalmundo


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Le thèatre des animaux

GÉNERO - Teatro

 

 

A escritora Dulce Rodrigues, que recentemente aceitou dar uma entrevista à revista LIVROS & LEITURAS, aguçou-nos a curiosidade no sentido de virmos a conhecer a sua obra publicada em francês. Foi então que resolvemos começar por ler “Le Théâtre des Animaux”. O livro apresenta-nos três peças de teatro que nos contam interessantes estórias, onde os animais falam e partilham o mesmo universo realista e fantástico das crianças. A estória onde entra o gato Benfica é um espectáculo!

No final da obra, encontramos duas receitas de culinária propostas pelo Piloto e pela Lassie: “truffes au chocolat de Gustavo” e “truffes à la noix de coco de Eduardo”. As duas receitas são fáceis e podem muito bem ser executadas pelas crianças, no entanto, a autora lembra aos mais novos que podem pedir ajuda às suas mães. Uma nota pouco vulgar para algumas máscaras que a autora resolveu também inserir no seu livro. Depois de fotocopiadas e recortadas podem ser utilizadas pelas crianças numa peça de teatro que venham a desenvolver em casa ou na escola.

Uma saudação à autora que, apesar de viver há muitos anos no estrangeiro, nunca esqueceu o seu país de origem. Os nomes das personagens, assim como algumas atitudes e comportamentos dos protagonistas, são tipicamente lusos.

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Dulce Rodrigues

Le Théâtre des Animaux

Elzévir


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