A FRASE

Como seria satisfatório viver sem remorsos, poder a cada instante enfrentar a própria mente e trazer à memória o bem que se fez aos semelhantes, não achando na própria conduta senão objetos agradáveis e plausíveis. (Paul Henri Dietrich HOLBAHC, filósofo francês)

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Romance Português

As flores do jardim da nossa casa

GÉNERO - Romance Português

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Com mais uma Primavera à porta, é de prever que milhões de pessoas em todo o mundo passem a olhar para o seu jardim (e o dos outros) de forma diferente. As plantas crescem, as flores ganham cores e a relva convida a umas sestas ao ar livre.

É com base num belo jardim que nasce esta história de Maria e José, cujo amor é o único ingrediente permanente na impermanência da vida.

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Maria Antónia Pires dos Santos

As flores do jardim da nossa casa

Chiado Editora


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A Mão do Diabo

GÉNERO - Romance Português

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“Nós somos o nosso próprio Diabo e fazemos deste mundo o nosso inferno”. Foi com esta frase de Óscar Wilde que o escritor José Rodrigues dos Santos abriu o seu mais recente livro: A Mão do Diabo.

Inspirado certamente na crise de nos esmaga ao minuto, o autor centra a sua atenção no historiador Tomás Noronha, que devido às medidas de austeridade, é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.

O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.

O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.

O melhor é ler para desvendar mais este mistério.

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José Rodrigues dos Santos

A Mão do Diabo

Gradiva


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Amor, aqui não, sim?

GÉNERO - Romance Português

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(...) Soa grito de gaivota inesperadamente sobrevoando-os, baixinho, decerto que exultando à vida e à sua comunhão. Forte, cadenciado, é um gozo seu voar!
E assim vai em direcção a poente, escutando-se cada vez mais longe. Fôra, à sua passagem, clímax de glorificação ao amor! (...)

(...) Justo, encaixadinho por todo, indicia qu’irá por lá tirar uma TAC ou, sabe-se cá, partir para tentativa de bater o record de velocidade em veículos monolugar sem motor! Tal qual, deitado por questões de aerodinâmica, de menor atrito. Cá está, agora o entendo: só d’imaginar(se) despistado, ravina abaixo, mandaria que o cremassem antes. (...)

(...) Da entada ao altar, quase, há um corredor separando a meio fileiras de bancos corridos, em pau. Cheiram a cera, também, ou melhor, a madeira encerada.
Lá fora, no jardim, nas esplanadas pela marginal, os bancos não são corridos assim!
Lá fora, por tudo quanto é sítio, nem as partes são meias-partes como aqui: ele é mais mulheres que homens, mais velhos que novos, mais pobres que ricos, mais bichos que gente! (...)

(...) – Hoje (segreda-lhe) é o dia mais lindo de todos quantos já vivi! Há pouco que despontou, é verdade... Mesmo assim, já se me preencheu de bem e de belo como que se durasse imensamente para além das 24 horas! Tão cheio, amigo, tão repleta do que senti nunca, entendes?
– Ão...
– Obrigada, cachorrão, obrigada... Queres, ou não, que te conte o meu segredo? (...)

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João Cerveira

Amor, aqui não, sim?

Hmeditora


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Amor e liberdade de Germana Pata-Roxa

Avaliação: / 1
FracoBom 

GÉNERO - Romance Português

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As histórias que neste livro se contam, aparentemente sem conexão entre si, unem-se num final surpreendente.

A linguagem é despretensiosa e simples, mas polvilhada de ironia (faz lembrar Eça de Queiroz, sem dúvida).

Os personagens são únicos, autênticos e tendencialmente queirosianos — gente comum, com as suas fraquezas e vícios, e com a grandiosidade dos seus sonhos. Os enredos absorvem-se de um fôlego e a narrativa, descomplicada, revela grande humanismo (faz lembrar, agora, o que de melhor a literatura sul-americana nos oferece). Enfim, histórias que divertem pelo que têm de caricato e inesperado, mas que deixam uma réstia de inquietação no leitor, que inevitavelmente há-de rever-se em muitas delas, eis o que encontramos nesta obra.

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Fernando Évora

Amor e liberdade de Germana Pata-Roxa

Esfera do Caos


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Cruzes no horizonte

Avaliação: / 1
FracoBom 

GÉNERO - Romance Português

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Gabriel Alvarez nasceu numa pacata aldeia do litoral estremenho. Aí recebeu uma educação ministrada a preceito pelo avô materno, que fez daquele neto o repositório dos valores que o conduziram ao longo da vida conturbada.

Mas a evolução da existência de Gabriel revela-lhe tremendas surpresas. Um mundo diferente espera por si a partir do momento que abandona Venteira, a aldeia natal.

A adaptação à vida de Lisboa, a primeira paixão, a confrontação com um universo novo onde se vê deslocado, transformam-se numa sequência de episódios que irão desembocar na horrível experiência da guerra colonial. No meio de um jogo de vida e morte, Gabriel depara com o seu ego verdadeiro, e com os demónios que lhe assaltam a alma – cruzes sempre presentes no seu horizonte. Entretanto, consolida uma estranha amizade com o amigo David, um jovem artista excêntrico que se irá tornar no mentor ideológico daquilo que Gabriel gostaria de ser mas não pôde.

O regresso da guerra, após o 25 de Abril de 1974, faz Gabriel deparar com uma sociedade militante com que não contava. Segue-se a adaptação, os primeiros empregos e a descoberta do amor, de que resultará o nascimento da sua filha adorada.

Depois, o horror de assistir ao desmoronar daquela que julgava a obra da sua vida – o casamento com a mulher que ama, que vai enlouquecer. Resta-lhe Teresa, a filha que representa a sua única razão de viver.

Desempregado e cansado de uma existência deprimida, decide voltar a Venteira, a sua querida aldeia, para uma derradeira visita ao passado onde fora feliz. Aí irá descobrir uma caixa misteriosa, e com ela a motivação para insistir em estar vivo. E, depois, redescobrirá o amor que julgava já não estar ao seu alcance.

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João Garrido

Cruzes no horizonte

Edições Vieira da Silva


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