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Índia - uma visita inesquecível

L&L EDUCAÇÃO - Artigos Educação

Entre as múltiplas experiências maravilhosas que a vida me tem proporcionado, veio juntar-se a minha visita a uma escola de língua inglesa em Bombaim, no passado mês de Fevereiro.

Foi com emoção que verifiquei, uma vez mais, que em países outros que os da Europa e da América do Norte, ainda está “em moda” o respeito dos alunos pelos professores e a disciplina dentro das aulas, valores que também fizeram parte da minha educação e que, sem dúvida, contribuiram para que a minha vida tenha sido tão gratificante.

Estejam sem receio os adeptos das novas psicologias de educação de que não se podem castigar as crianças, sob pena de as traumatizar; ou que à criança-rei se deve permitir tudo. Não vou fazer aqui nenhum artigo sobre o assunto. E quanto às pobres crianças vítimas destas novas vagas educacionais, já estão suficientemente traumatizadas, pelo que só tenho a desejar que consigam superar esses problemas quando forem adultas.

Voltando, portanto, à escola de Bombaim, tanto as aulas de manhã como depois de almoço, começam  com o hino nacional a ser tocado e ouvido respeitosamente por todos. As crianças ainda sabem como dirigir-se a um adulto, quer ele seja um visitante como no meu caso, ou os professores ou pais; por outras palavras, não se dirigem a um adulto tratando-o por tu. E isto, obviamente, não as impede de expandirem a sua natural alegria e energia como crianças que são! A componente artística é igualmente incentivada, o que as deixa livres de exprimir a sua criatividade das mais variadas maneiras, como o lindíssimo desenho que aqui deixo. Para ver as fotos tiradas nas duas aulas, visitem www.dulcerodrigues.info/dulce/pt/cantinho_criancas_pt.html.

A Índia tem imensos problemas, sem dúvida, sendo o pior de todos, a meu ver, a falta de condições de higiene, factor que contudo não representa nenhum problema para os Indianos, pois a ele estão habituados e imunizados desde que nasceram. O povo indiano é educado e deseja elevar-se e não rebaixar-se, pois sabe que só assim conseguirá o respeito e a dmiração dos outros.  Longe deles a ideia de falarem (e escreverem) com palavrões, como parece ser “de bom tom” em Portugal. Por isso, como admirarmo-nos do baixo conceito que fazem de nós, de modo geral, os outros povos?

Um outro aspecto que me surpreendeu bastante foi o facto de os Indianos falarem mal inglês – alguns até nem sequer falam essa língua. Excepção, evidentemente, para quem seguiu o ensino numa escola inglesa como a que visitei ou quem, por razões profissionais, tem de se exprimir nessa língua.  Pelo que me foi dado compreender, a Índia quer “esquecer” os anos de colonialismo inglês e essa é uma das estratégias, que se estende igualmente à mudança dos nomes de algumas cidades. Madras, por exemplo, voltou a ser Chennai; Bombaim voltou a chamar-se Mumbai.  

Visitar um outro país contribui sempre para uma maior abertura ao mundo, para o alargamento dos nossos horizontes intelectuais e culturais, numa palavra, para um enriquecimento pessoal extraordinário que ninguém nos poderá alguma vez tirar. Podemos perder riquezas materiais acumuladas, mas as riquezas da nossa vivência ao longo da vida só desaparecerão quando nós próprios desaparecermos, às vezes perpetuar-se-ão mesmo para além de nós através dos testemunhos que deixarmos.

E neste processo de enriquecimento pessoal indestrutível e inalienável, a educação tem o papel principal. Mas, como pode um povo enriquecer-se intelectual e culturalmente num país em que se fecham escolas e em que os nossos governantes são o exemplo gritante de ignorância e mediocridade?

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