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Pedro Prostes da Fonseca: " Inspiro-me nos acontecimentos históricos"

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ENTREVISTAS - Escritores

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Pedro Prostes da Fonseca nasceu em Lisboa em 1962 e iniciou-se no jornalismo em 1988, na Agência Lusa. Publicou, pela editora Paulinas, o livro História dos 4 Cantinhos (contos infantis), e pela Matéria Prima Edições A Porta para a Liberdade (acerca do GNR que permitiu a fuga de Álvaro Cunhal de Peniche), O Assassino de Catarina Eufémia, Contra as Ordens de Salazar (sobre a ajuda dos portugueses aos fugitivos da guerra civil espanhola) e Sangue Suor e Lágrimas (discursos que marcaram a História). Dona Branca - A Verdadeira História da Banqueira do Povo (Dream Editora), Vida de Prisão (Fundação Francisco Manuel dos Santos) e Ziguezagues na Política (Saída de Emergência) completam a sua biografia como autor.

Livros & Leituras - Quem é? (colocar uma breve nota biográfica)

Desde 1988 até 2012 fui jornalista, tento trabalhado, entre outros órgãos de comunicação social, na Agência Lusa, na revista Sábado, no jornal 24 Horas e nos semanários Expresso e Sol. Em 2000, lancei o meu primeiro livro, para um público infantil, e desde 2014 passei a escrever num registo de reportagem e focando temas históricos.

Livros & Leituras - Como e quando começou a interessar-se por literatura?

Ao contrário do que parece suceder com a maioria dos escritores, nunca fui especialmente interessado pela escrita enquanto estudante. Foi algo que comecei a desenvolver em paralelo com a minha profissão de jornalista.

Livros & Leituras - Por que motivo resolveu escrever livros?

O meu primeiro livro (de contos infantis) foi uma forma de me manter ligado aos meus filhos, depois de uma separação da mãe deles. Todos os outros resultam de uma necessidade de atuar enquanto jornalista, numa altura em que os trabalhos de investigação nos jornais foram praticamente arredados das suas páginas.

Livros & Leituras - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

Talvez A Porta para a Liberdade, porque deu-me o duplo prazer de escrever sobre um personagem que me fascina (Álvaro Cunhal) e ao mesmo tempo de dar a conhecer a uma família o lado positivo de uma pessoa, o GNR que ajudou o líder comunista a escapar de Peniche, que tanta marcas negativas (por alcoolismo e agressividade) havia deixado na sua mulher e filhos.

Livros & Leituras - Em que é que se inspira para escrever um livro?

Nos acontecimentos históricos. Andam por aí, à espera que alguém lhes pegue e os narre.

Livros & Leituras - Se não fosse escritor, o que gostava de ser?

Sociólogo ou pintor, atividade que pratico nos meus tempos livres.

Livros & Leituras - Quais são seus autores preferidos?

Eça de Queiroz. José Cardoso Pires, também, pelo muito que me ensinou: gostava de dizer que lhe dava muito mais trabalho limpar a escrita do que propriamente o ato de escrever. Comungo dessa preocupação, de deitar fora cada letra que possa estar a mais, a fim de tornar a escrita mais tensa e fluida.

Livros & Leituras - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

Ler muito, não ter medo de expor a escrita e ser resiliente. Estive três anos para conseguir editor para o meu primeiro livro (História dos 4 Cantinhos).

Livros & Leituras - Para quando um novo projeto editorial?

De momento, não faço a menor ideia.

Livros & Leituras - Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

Tudo o que possa ajudar à divulgação da leitura é, para mim, bem-vindo, especialmente num país em que se lê tão pouco e mal.

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Não acredito na sabedoria colectiva da ignorância individual. (T. Carlyle)

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