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ENTREVISTAS - Escritores

 

Escritor e pedagogo, nasceu no Porto mas aos quatro anos de idade veio para Lisboa onde começou a trabalhar aos 12 anos. Actualmente é professor universitário de Direito e de Literatura Infantil e Juvenil. É autor de 32 obras e um dos melhores escritores para crianças e jovens, tendo alguns dos seus livros atingido o maior número de edições em Portugal, como Flores para Crianças na 34ª Edição. É ainda autor de livros de Poesia, Teatro e de Direito. Procedeu à única recolha, a nível nacional, da poesia popular (Colectânea de Poetas Populares, em quatro volumes). Atendendo ao conjunto da sua obra, foi distinguido com a "Palma de Ouro" pela Accademia Internazionale di Pontzen.

 

Livros & Leituras – Profissionalmente falando, como consegue gerir o tempo que dedica ao Direito e à Literatura?

Fernando Cardoso - Na realidade não é uma gestão fácil: o Direito porque todos os dias entram em vigor novos diplomas legais que urge interpretar e interiorizar; a Literatura porque exige inúmeras e ponderadas leituras e uma consentânea e criteriosa selecção. E, precisamente, porque não é uma gestão fácil, chego a lamentar que tenhamos de consumir uma terça parte das nossas vidas de olhos fechados… 

L&L – Qual o autor ou autores que mais o marcaram em jovem? Porquê?

FC - Embora eu saiba e divulgue que é extremamente importante que o contacto com os livros ocorra o mais cedo possível (no berço, segundo alguns autores) e, inclusive, defenda que Hans Christian Andersen não teria sido um dos melhores escritores do mundo de literatura infantil se o seu pai, apesar de humilde sapateiro, não lhe lesse, todas as noites, contos populares e histórias de fadas, o certo é que, infelizmente, a minha casa era, no dizer de Cícero, «como um corpo sem alma», precisamente pela inexistência de livros. Era uma casa onde faltava tudo ou quase tudo, razão porque comecei a trabalhar aos doze anos de idade. Só não faltava AMOR. Daí que tenha dedicado à minha saudosa Mãe o seguinte poema: 

Se não fosses tu, Mãe, / eu não saberia dizer Bom-dia / às avezinhas, / nem compreender que o mar / não acaba ali / e que as estrelas / não se podem apanhar com as mãos. / Se não fosses tu, Mãe, / eu não saberia / o peso do verbo amar / nem teria sido Rei / em casa de pobre. (in “Amo, Logo Existo!”)

No descrito contexto e tentando responder à questão que me é colocada, direi que nenhum autor, nem em criança nem em jovem, «me marcou». Existia tão-só um pequeno autor dentro de mim que, à míngua de livros para ler, construía as suas próprias histórias… 

L&L – Considera que um livro pode mudar a nossa vida?

FC - Um livro pode ter uma enorme influência no leitor. Não direi uma influência determinante ao ponto de per se lhe transformar a vida. Entendo que tem de preexistir no leitor uma vontade de mudança do status quo. E a esta predisposição para a mudança terá que acrescer e se estabelecer uma forte empatia e identificação interior com a narrativa ou com  determinada personagem. Para que a “metamorfose psicológica” desponte mais facilmente, “aconselha-se” a leitura, paulatina e ponderada, de vários e bons livros. Um só “livro-medicamento”, soa a “milagre” sobremaneira se inexistir a invocada predisposição para a mudança. Um livro pode é revelar-se extremamente eficaz ao consciencializar, ainda que de forma implícita, os leitores de eventuais perigos. Com inteligência e maturidade, Camilo Castelo Branco afirmou «Nos livros aprendi a fugir do mal, sem o experimentar». Foi com esta convicção que resolvi escrever “O Ladrão dum Menino Jesus” precisamente para que os destinatários – crianças e jovens – captassem os malefícios e o terror do mundo da droga a fim de evitarem cair na tentação de nele penetrarem. 

L&L – Qual o segredo do sucesso alcançado pelos seus livros infanto-juvenis? 

FC - Para o invocado e reconhecido sucesso, penso que contribuiu a circunstância de, no momento da escrita, eu ter sempre presente que os destinatários são muito especiais. São crianças ou jovens inteligentes com ânsia de conhecer o mundo que os rodeia e que se encontram na sua máxima capacidade de assimilação, a qual deve ser aproveitada, no melhor sentido, a fim de os ajudar a crescer interiormente. E apesar de tais leitores pretenderem, acima de tudo, divertirem-se quando se disponibilizam para a leitura, as narrativas não têm necessariamente de ser todas alegres. Podem ser tristes como “Ninguém e o Pássaro Azul” ou como “O Ladrão dum Menino Jesus”. Neste aspecto, não diferem do leitor adulto que recorda com mais intensidade e por mais tempo um drama a uma comédia. Entendo que o escritor para jovens, e sobremaneira para crianças, tem uma responsabilidade acrescida. Não deve limitar-se à apontada vertente lúdica (embora a mais relevante!) postergando quer a vertente formativa (que visa transmitir, comedida e adequadamente, valores através da postura das personagens principais) quer a vertente informativa (que consiste em transmitir conhecimentos adequados à faixa etária a que o livro se destina e à essência da própria narrativa). Os verdadeiros educadores sabem que um bom livro para crianças deve conter estoutros “ingredientes”, razão porque a tarefa do escritor de literatura infantil se revela complexa, embora assaz gratificante se tiver consciência de que, ludicamente, está a contribuir para a formação e personalidade dos Homens do Amanhã. 

L&L – “Flores para Crianças”, por exemplo, já foi editado 34 vezes e lido, certamente, por várias gerações de leitores. Em que é que este livro ainda surpreende e como cativa os jovens de hoje? 

FC - As crianças e os jovens, por mais que se afirme o contrário, não são, no que concerne aos livros, muito diferentes das crianças e jovens das gerações anteriores. Também gostam de adivinhas, curiosidades, anedotas, enigmas, jogos, contos, magia, fábulas, lendas, provérbios, poesia e teatro, ou seja, do conteúdo do livro em apreço. Sucede é que dispõem de muitos outros atractivos desde o Game Boy, Playstation, jogos de computador, televisão e Internet. Mas a generalidade das crianças e jovens de hoje, apesar destes fortes “concorrentes” dos livros, não os dispensam. E aqui é que reside o actual mérito porque são muitos e diferenciados os “amores”… Qual é a criança que não gosta de escutar a educadora de infância a ler um conto ou, ao deitar, ouvir a voz de um dos progenitores ou de um dos avós a ler-lhe uma história, outra e outra até adormecer?!... Ainda antes da Escola, cabe à família a responsabilidade de contribuir para criar apetência ao livro e o gosto pela leitura. Porém, há pais que, em vésperas de Natal ou de aniversário, chegam a equacionar esta pergunta: “Queres um livro ou um brinquedo?” precisamente porque eles próprios ignoram a substancial diferença. São os mesmos pais que não oferecem livros aos filhos a pretexto de serem muito caros mas disponibilizam-se a comprar-lhes toda a gama de aparelhos e jogos electrónicos que permitiria adquirir-lhes uma pequena biblioteca… Quanto ao “Flores para Crianças”, sucede algo diferente: são os próprios pais que o compram para oferecer aos filhos porque o livro preencheu parte das suas vidas.  

L&L – Poesia, teatro ou conto? Qual o seu género de eleição? 

FC - Sem nenhum laivo de vaidade, esclareço não ter qualquer dificuldade em escrever uma narrativa para crianças ou jovens (tão-pouco para adultos) em prosa ou em poesia precisamente porque versejo com extrema facilidade. A feitura do conto revela-se demasiado simples, já a peça de teatro exige maior labor e traquejo. Respondendo directamente à pergunta, direi que não tenho um género de eleição, utilizo qualquer género com incontido prazer o qual se consubstancia no acto da escrita e não na “ferramenta” escolhida. E esse prazer é ainda maior quando o receptor é uma criança ou um jovem.  Antecedendo o acto da escrita, “opera” a imaginação que não deixa de estar presente naquele acto (pasmo quando ouço escritores a confessarem que não têm imaginação!) e só, posteriormente, opto pelo género que julgo mais adequado à “estória” que se me impõe, vulgo “inventada”, sempre com um espaço temporal de fermentação. Não quero dizer que, por vezes, não coabitem várias “estórias” a fermentar dentro de mim ansiosas para saltarem para o suporte de papel. 

L&L – Quais foram as últimas obras que publicou? 

FC - Curiosamente, foram “Diálogo com o Principezinho”, “Bendito Apagão!” e “Alunos Inteligentes”. E comecei por dizer “curiosamente” porque nestas três obras decidi-me pelo género teatro porquanto os professores da última Escola que visitei, a tal me incentivaram, com o argumento da escassez de peças de teatro para crianças. 

L&L – Motivar os jovens para a leitura é um desafio. Enquanto professor, sente que os jovens estão a ler cada vez mais ou menos? 

FC - Os jovens com quem privo à miúde lêem pouco. Refiro-me especialmente a romances, assoberbados como estão nas leituras obrigatórias para poderem tirar os seus cursos superiores. E é também natural que os jovens hoje estejam a ler menos, não propriamente pelo desencanto aos livros mas porque outras formas culturais, sem serem em suporte de papel, surgiram e se revelaram mais atraentes, sobretudo após um dia de leituras impostas e ou de manuais escolares. Acresce que os anos de escolaridade obrigatória aumentaram, bem como a respectiva carga horária. Acresce, outrossim, que após a Revolução dos Cravos o número de jovens que passaram a frequentar as universidades, públicas e privadas, cresceu substancialmente.  

L&L – Que estratégias indica aos seus alunos universitários para que estes incentivem os mais novos a ler? 

FC - Não é tarefa do docente de Direito indicar estratégias aos alunos que incentivem os mais novos a ler. Porém, como professor de Literatura Infantil e Juvenil, esforço-me para que os discentes, eles próprios, adquiram hábitos de leitura e ganhem amor aos livros, porquanto é consabido que «ninguém transmite o que não tem». Ensino-lhes a saber escolher bons livros e que sejam adequados à faixa etária a que se destinam. O pior que pode acontecer é que os primeiros livros que trabalharem com as crianças sejam desajustados ou enfadonhos. E isto porque ao contrário do que sucede com os adultos (que sabem que existem bons e maus livros e, portanto, quando em presença de um mau livro põem-no de lado e partem para a leitura de outro), as crianças interiorizam que todos os livros são iguais e, consequentemente, desinteressantes e enfadonhos. Os elementos exteriores à narrativa, mormente as ilustrações, assumem enorme importância nos primeiros anos. Impõe-se que as ilustrações estejam em sintonia com o texto e sejam grandes e com muita cor porque o livro, como bem salienta Matilde Rosa Araújo, «deve ser uma Festa». Digamos que a exigência das ilustrações é inversamente proporcional à idade da criança: quanto mais nova mais carece de um maior número de ilustrações. Contrariamente, a literatura juvenil pode, inclusive, prescindir totalmente de ilustrações. Como afirma Júlio Gil «a representação gráfica nada acrescenta ao valor real do conteúdo literário da obra, mas dignifica, dá-lhe a roupagem merecida, faz crescer o apetite do leitor». E abrir o apetite da criança para os livros, é uma missão altamente relevante.   

L&L – Qual a opinião que tem sobre o facto de, recentemente, uma editora italiana se ter recusado a publicar um livro de José Saramago, por este comparar Berlusconi a um mafioso? 

FC - São os chamados nacionalismos exacerbados que, por tudo e por nada, saltam «à flor da pele» sem o crivo da «massa encefálica»… Curiosamente, porém, aquilo que os responsáveis da editora italiana têm em excesso, o José Saramago tem de menos: falta de portuguesismo. Confesso que tenho dificuldade em esquecer que o “nosso”(?) prémio Nobel defendeu a integração de Portugal na vizinha Espanha. Questionado o Presidente da República Portuguesa sobre tão desastrosa afirmação, o Professor Cavaco Silva limitou-se a responder (e bem!) ao repórter que lhe colocou a pergunta: «Ao longo dos séculos a nossa história deu sobejas provas que não era esse o sentir e o desejo do povo português».   

L&L – Quais eram os seus sonhos em pequeno e em que medida é que os conseguiu ou não realizar? 

FC - Os meus sonhos em miúdo eram modestos. Apesar de criança, tinha consciência que filho de gente sem recursos e iletrada não podia aspirar a grandes voos. Assim era na Ditadura! Recordo-me de na terra de meu pai, onde passava as férias em casa de minha avó, ter sonhado em ser o maestro da banda local: Banda de Cinfães do Douro. Porém, foi sonho de pouca duração… Não me recordo de ninguém me ter feito a pergunta que sempre se coloca às crianças: «Que queres ser quando fores grande?». Provavelmente, por ter sido uma criança-adulta,o que, mais tarde, procurei retratar no livro “O Ciclo da Vida em Versos Amigos e Postais Antigos”: 

São as crianças-adultas / que nunca foram meninos, / que cresceram, sem brincarem / e sem histórias lhes lerem, / a trabalhar às ocultas / para assim sobreviverem / numa sociedade louca, / numa vivência vetusta, / numa sociedade mouca, / numa sociedade injusta. / Mas há e houve crianças / a quem ninguém perguntou / o que desejavam ser, / nem ninguém lhes deu esperanças / de um dia lograrem ter / no trabalho prematuro / uma réstea de futuro.

Mais tarde, sonhei em ser médico, mas também não passou de sonho: a trabalhar durante o dia não podia frequentar as aulas de Medicina. Optei, então, pelo Curso de Direito por não haver obrigatoriedade de frequentar as aulas. Depois, não parei mais! 

Direi, em síntese, que apesar dos sonhos não terem sido coincidentes com a realidade alcançada, esta acabou por suplantar aqueles.

Comentários   

 
0 #24 localhost\/ 10-03-2015 05:52
Olá, eu acho que eu vi que você visitou meu website. Assim eu vim
para "retribuir o favor".
 
 
+1 #23 iria teixeira 20-07-2012 22:04
Caro amigo,
A minha sincera admiração, por toda a entrevista e pelo pouco que (lamentavelment e)conheço, mas espero conhecer.
"...Depois, não parei mais!
Direi, em síntese, que apesar dos sonhos não terem sido coincidentes com a realidade alcançada, esta acabou por suplantar aqueles."
Por ora diria apenas "que o sonho comanda a vida!" Muito obrigada por toda a partilha. Bem haja! Iria Teixeira
 
 
+2 #22 Teresa Pinto 22-02-2012 02:00
Para mim, sinto-me eternamente honrada de ser considerada amiga do Prof. Fernando Cardoso,Conform e relatou nesta sua sincera e honesta entrevista, despiu-se de Todos os preconceitos da Nossa Sociedade, para nos mostrar um Homem, que do Amor de sua Mãe, conseguiu conquistar um lugar Glorioso,percor rendo e subindo os degraus da vida, sempre inspirado em dar a todos nós e principalmente às crianças e jovens aquilo que nunca teve, dedicando a sua vida a elaborar os maravilhosos livros infanto.juvenis , para incentivar o gosto pela leitura, assim como, mostrar que o ensino atravês desse tipo de leitura, levará a um maior sucesso escolar, assim como defenir muito mais cedo a personalidade da criança. Como professora que fui em tempos mais antigos, senti muitas vezes essa falta,assim como em estudante, os livros obrigatórios serem difíceis de digerir o que fazia muitos de nós nos afastarmos e não entender-mos a cadeira de Português. Bem haja Sr. Prof. por ser uma pessoa Espectacular e Humana.
 
 
+1 #21 Mizé Fernandes 30-08-2011 17:24
"Flores Para Crianças" foi o começo...
Adoro ler as obras do escritor e poeta Fernando Cardoso.

:-)
 
 
+3 #20 ELOISIA 19-07-2011 22:18
Eu não o conhecia e com certeza vou procurar ler alguns livros seus. Sou educadora e gosto muito de literatura infanto-juvenil , e acredito que, seja na escola publica ou particular o aluno deve ser incentivado desde sua infância.Se a periferia não oferece condições para que uma criança possua livros então a escola deveria trabalhar cada vez mais com a literatura de boa qualidade adaptando-a para uma linguagem escrita ou visual atrativa, como no caso das animações com textos originais, ripagens e contação de histórias criando na criança e no jovem o gosto pela Literatura e o prazer imaginativo que a leitura oferece :lol: .
 
 
+3 #19 Guest 19-04-2011 17:34
Li, com agrado, a sua entrevista e concordo com as suas palavras. Só que, como aliás refere mas com esperança de mudança ou de que a realidade seja diferente, os jovens lêem muito pouco ou mesmo nada. A TV e sobretudo a net e os jogos de PC são os seus grandes "amigos". Que é feito das "conversas de café" em que, depois da aulas discutíamos os livros que tínhamos lido e trocávamos ideias. Na grande maioria, sobretudo nas grandes cidades desapareceram, até os cafés seguiram o mesmo destino e dando lugar ar bancos ou Mac Donnals. Cabe, como diz, em primeira linha à família fomentar o gosto pela leitura, mas a escola também tem um importante papel, no desenvolvimento dos jovens.
 
 
+4 #18 Guest 12-12-2010 13:53
Bem-haja, pela excelente leitura da vida e interpretação elogiosa do papel da leitura na formação da criança e do jovem, do cidadão!
Só um grande pensador lutador é capaz de tão sólidos pensamentos e exercício de escrita.
Abraço
 
 
+4 #17 Guest 16-10-2009 09:19
:lol: Venho deste modo felicitar o prof. Fernando Cardoso pela pessoa especial que é, pois compreende e estimula os seus alunos e ao mesmo tempo é simples e directo nos conteudos que transmite, tal como transparece na entrevista dada. Quero também agradecer tudo o que me transmitiu enquanto prof de literatura, pois despertou em mim vários interesses que até aí se encontavam adormecidos.
Muitas felicidades e que continue a alimentar o nosso imaginário e o das nossas crianças também...
 
 
+3 #16 Guest 02-10-2009 02:09
Conheci o prof. Fernando Cardoso, esta semana através do facebook.Não lhe faltavam elogios de pessoas que na infância tinham lido seus livros e traziam vivas em suas memórias cada página que na vida adulta fariam a diferença.Gosta ria de saber a onde eu poderia ter acesso aqui no Brasil o livro Flores Para as Crianças.Por tudo que li ao seu respeito,tenho a certeza que amor realmente não faltava em sua casa.Aqui no Brasil seu nome por mim será divulgado.
 
 
+6 #15 Guest 21-09-2009 09:33
Ao ler esta entrevista relembrei os tempos em que o Prof. Fernando Cardoso me deu aulas de Literatura Infantil e Juvenil... embora ele já não se lembre, o que é normal, pois tem tantos alunos... Mas fiquei contente por saber que continua a dar de si. Desejo-lhe o maior sucesso e que continue por muitos e longos anos.
 

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