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Os três machados

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GÉNERO - Contos

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Um conto vos vou contar em verso de pé quebrado. E tão pobres são os versos que até estou envergonhado. Nem sei como começar. Ah! Já sei, era uma vez… um honrado camponês que perdeu o seu machado. Era um dó vê-lo chorar. Muitas lágrimas a fio, porque o machado caiu nas turvas águas do rio.

A boa Fada das Águas escutou as suas mágoas e querendo experimentar, ou talvez recompensar, o camponês infeliz (o certo ninguém o diz!), mostrou-lhe um belo machado, ainda um pouco molhado, mas de prata revestido e perguntou-lhe sorrindo se era o que tinha perdido.

Todavia, o camponês, sem hesitar um segundo, disse: - esse é muito lindo. O meu está no rio, bem fundo.

A Fada mais uma vez pôs à prova o camponês. Mostrou-lhe outro machado, todo em ouro reluzente. Mas o camponês honrado provou-lhe sua honradez: - Não há ouro que me tente, eu só quero o meu machado. A Fada logo assim fez, do rio tirou o machado, entregou-o ao camponês que agradeceu encantado.                                          

Porém, outro camponês, sabendo do sucedido, deitou ao rio seu machado, fingiu que tinha caído, para ganhar um dourado. A Fada viu que mentia e foi ele o enganado: não teve o ouro que queria, ficou sem nenhum machado. Até que o machado, um dia, foi nesse rio encontrado, inútil e enferrujado.

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A amizade que acaba nunca principiou. (Publius Syrus)

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