
Licenciada em direito, Joana submerge na vida da cidade de Lisboa, cujas regras e valores são, muitas vezes, difíceis de compreender. A sua história começa assim: “Fazia frio, naquele fim de tarde; talvez porque de tarde já tinha pouco – cinco e meia, em pleno Solstício de Inverno, é já noite; e essa era uma noite fria, quase gélida, em que os termómetros que alguma empresa espalhara pela cidade marcavam seis ou sete graus, consoante as afinações eletrónicas. O dia nascera carregado de neblina e o Sol nem chegara a lograr o momento de aparição.”
Esta descrição do tempo em plena época natalícia fazia adivinhar a complexificação de uma história que agora se começava a desenhar, bem como o seu desenlace inesperadamente trágico… Vale a pena ler.
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Carlos Alberto Poiares
Joana ou o solstício de inverno
Fronteira do Caos Editores| Domingo: 21h00 - Marcelo Rebelo de Sousa, TVI | 22h30 - Câmara Clara, RTP 2 |