Quem é?
Rui Mateus, escritor surrealista. Amante das artes, da noite, e da boémia. De resto só coisas normais, como a ligação contratual ao Ministério da Educação, e outras existências oficiais.
Como e quando começou a interessar-se por literatura?
Desde sempre. Aos seis anos livrei-me do analfabetismo e, desde então, sempre tive uma necessidade permanente de ler. E às vezes até de reler, quando os livros são excecionais.
Por que motivo resolveu escrever livros?
Foi sempre uma ambição escondida, por receio do fracasso. E mesmo após a publicação destes “Fúteis Madrigais” ainda não me sinto um escritor, mas ainda um aspirante.
Em que é que se inspira para escrever um livro?
Na noite. Sempre na noite, mesmo quando o que escrevo é cândido e cristalino.
Se não fosse escritor, o que gostava de ser?
Penso que não me encaixaria em outro nicho artístico que não a escrita. Não sei cantar, odeio dançar e sou um desastre nas artes plásticas.
Quais são seus autores preferidos?
Para mim, Eça de Queirós está para a prosa, como Camões e Pessoa estão para a poesia. Mas muitos outros colossos das letras podem ser mencionados, como Aquilino Ribeiro, Camilo Pessanha, e aquele que na minha opinião, é o maior poeta contemporâneo: o Herberto Hélder.
Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?
Se tiverem talento para escrever, escrevam. E escrevam muito! Se não tiverem… poupem a literatura! Já há muitos livros deploráveis por aí, mas nem isso os torna mais legíveis.
Para quando um novo projeto editorial?
Gostaria de voltar a publicar no final do próximo ano, vamos ver o que acontece. A inspiração não funciona como um génio da lâmpada. Vem quando tem que vir, e não quando a convocamos.
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