L&L EDUCAÇÃO - Artigos Educação

Freud disse: "Há três funções impossíveis de definir- educar, governar e psicanalisar".
Centremo-nos então em educar. Educar não pode continuar a ser uma função, uma profissão ou uma saída. Educar tem de ser obrigatoriamente uma paixão, uma razão, uma causa política, um ato de cidadania e cultura.
Na conceção antropológica de Paulo Freire, o indivíduo é:
Um ser curioso; um ser inacabado, incompleto e incluso; um ser que partilha o mundo com os outros.
Paulo Freire elabora a teoria do conhecimento sustentado numa ligação entre educador e educando, numa troca de aprendizagens e de conhecimentos, fruto de experiência e experiências de vida em que dois vetores de sentidos contrários conduzem saberes a ambos os intervenientes. Diz: "O indivíduo quer ler o mundo; tematizar; problematizar." Ao pedagogo cabe o papel de conduzir o educando ao conhecimento e com ele enriquecer a sua experiência de vida, sempre no respeito pelo ser humano próximo, sem lhe impor diálogos, mas sim partilhando e construindo a cada passo a aprendizagem.
Segundo a UNESCO, os quatro pilares da educação do futuro são:
Aprender a aprender; aprender a conviver; aprender a fazer; aprender a ser.
Edgar Morin defende que perante uma realidade complexa devemos também pensar de forma complexa.
A educação do futuro terá de ser sem paradigmas inflexíveis, sem seguidismos científicos fanáticos, sem especialistas absolutos. Devemos abrir as portas a algumas formas globais e globalizadoras de comunicação. Devemos fornecer instrumentos passiveis de filtrar a parte do todo e a verdade da mentira. Devemos ser capazes de lidar com qualquer tipo de problema, deixando de continuar a ver o contraditório como anti-ciência e olhar de frente para essas novas provocações, não nos deixarmos embrulhar pelo atual processo facilitador rumo a parte nenhuma.
Educar no futuro será um compromisso entre o registo de um código de ética e a quebra do facilitismo atual.| Quarta-feira: À Volta dos livros,4h20, 17h20 e 21h20, na Antena 1 |