
É sempre importante conhecer-se jovens escritores. Até porque, escrever, publicar e ao mesmo tempo ter sucesso literário não é para todos. A tarefa é complicada, até porque todos os dias se publicam milhares de títulos para todos os gostos.
Tiago Gonçalves, um portuense estudioso da sociologia, deixa-nos em “Não fomos nós dois” (sua segunda obra) um conjunto de reflexões e interrogações. Ao longo da leitura dos 14 pequenos capítulos somos constantemente obrigados a mergulhar em lugares cuidadosamente escolhidos, espaços que dão suporte ao fluir dos acontecimentos. À passagens das personagens. Ao desencadear da narrativa. São imagens criadas pelo autor, sempre condicionadas pelo tempo que passa.
Como nos reporta a sinopse, “o desespero de Júlio empurra-o para Mafalda, uma jovem mas experiente terapeuta habituada a lidar com inquietos desenquadrados sociais. A relação entre eles flui com a natural química de um aparente jogo predestinado, mas as suas convicções são tão diferentes como as suas personalidades. A afinidade e complementaridade entre ambos é por demais evidente, mas será que os seus caminhos se juntarão ou, pelo contrário, eles nunca se aproximaram?”
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Tiago Gonçalves
Não fomos nós dois
Edium Editores
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