
Um dia, numa das minhas muitas navegações pela blogosfera, que também é a minha atmosfera, li um desabafo de um jovem de 15 anos que me surpreendeu bastante. Escrevia ele quão difícil era a sua vida e questionava-se se haveria outra vida pior do que a dele.
Vou tentar reproduzir: “Sou muito magro, feio e tenho a cara cheia de borbulhas. Não tenho amigos no msn. Quer dizer, tenho apenas 18. Quase todos da minha família, que também não me liga.
Sou excluído, tímido, e não tenho ninguém com interesse em mim. A miúda que eu amava, após eu dizer que a amava e lhe dar uma rosa branca, ela chamou-me feio e magricela…e pisou a rosa que lhe ofereci. Estou farto! Haverá alguém em pior situação do que eu?”
Confesso que me emocionei. Que vida difícil tem este jovem! Lido agora o Submundo, percebi que há quem esteja bem pior.
Com outro enfoque, o livro das Publicações Europa-América, lembra-nos de que quando se é ladrão, é difícil conhecer a rapariga certa ou simplesmente conseguir o seu número de telefone. E, quando isso acontece, há sempre alguma coisa a atrapalhar.
Como é que alguém que fica preso no Metro, apanhado no meio de um tiroteio, perseguido pela polícia se pode safar e conquistar a sua amada?
Submundo é um policial curto, terno, tenso, que se desenrola ao ritmo de um comboio de alta velocidade. O TGV, por exemplo!
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Robert Finn
Submundo
Publicações Europa-América
| Quarta-feira: À Volta dos livros,4h20, 17h20 e 21h20, na Antena 1 |