
Portugal do avesso é o meu tipo de livro. Porquê? Porque reúne crónicas incrivelmente bem escritas e argutas. Foram publicadas no jornal Expresso entre 2009 e 2011. Através destes textos podemos revisitar os acontecimentos mais prementes da actualidade recente, reflectir sobre eles, concordar ou não com a posição assumida pelo seu autor, Henrique Raposo, e, em última, análise, construir a nossa própria opinião sobre os eventos, instituições, a política e os seus actores, sobre o nosso Portugal. A figura de José Sócrates, como se imagina, é incontornável nos textos de Raposo.
Desengane-se o leitor que pensa encontrar apenas uma crítica descontrolada e desmedida ao nosso país. Saber criticar e opinar é também identificar o positivo, o motivo de esperança e a luz ao fundo do túnel – daí ler-se As crónicas da crise e da redenção no subtítulo. É essa a mais-valia destes textos. É por aí que o autor revela toda a sua cultura, sensibilidade, ironia e um refinado sentido de humor.
As crónicas encontram-se agrupadas em três conjuntos: A montante da falência financeira: a crise moral; A cronologia do socratismo: o colapso de um modelo e o fim de uma era; A caminho da redenção. A obra insere-se na colecção Textos Breves da Quetzal.
__________
Henrique Raposo
Portugal do avesso
Quetzal
| Sábado: Brevemente... |