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Tiago Gonçalves: É importante ouvir as críticas e aceitá-las

ENTREVISTAS - Escritores

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Livros & Leituras - Quem é?

Tiago Gonçalves - Chamo-me Tiago Gonçalves, nasci, cresci e vivi no Porto. Licenciei-me em Sociologia, em 2008, na Faculdade de Letras do Porto, que aprimorou a sensibilidade e curiosidade social que sempre tive, desde a infância, e também o gosto pela literatura e pelas questões humanas e humanitárias.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

TG - Gostei sempre de ler, desde a infância, mas foi mesmo aos meus 12 ou 13 anos, não me recordo bem, quando li as Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne, que despertou em mim o acrescido interesse na literatura. Até então não conseguia ler nada tão extenso. Recordo-me que na altura demorei meses para concluir o livro, porque não conseguia ler todos os dias, nem muito tempo por dia.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

TG - Sempre gostei de livros, e aos poucos fui descobrindo o prazer de escrever. Inicialmente o meu objectivo era escrever apenas um livro, para me testar a mim próprio,  mas vi que podia escrever bem mais e que podia deixar a minha marca. O motivo pelo qual resolvi escrever livros foi exactamente esse, sempre quis deixar a minha marca e lá está, como sempre gostei de literatura e de escrever, achei que o livro era uma boa forma de mostrar a minha criatividade e transmitir mensagens.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

TG - Sem dúvida alguma o meu segundo, “Não fomos nós dois”, já publicado este ano, porque foi o primeiro no qual imaginei e visualizei toda a história desde logo, e consegui transmitir bem essas imagens, tornando mais coesa e fluida a história. É a obra em que senti que podia ser mesmo escritor, porque tinha método e consistência na escrita. A minha intenção foi desde logo publicar esta segunda obra e, de um ponto de vista profissional, foi a primeira em que vi logo como um livro. Tenho já outra obra terminada e estou a escrever uma quarta, mas sem dúvida que o que mais gostei foi o meu segundo livro, pela importância que teve, psicologicamente, para mim.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

TG - Há sempre uma ideia e intenção por trás do livro, um tema que quero abordar. A partir daí penso no enredo, na melhor forma de abordar esse tema, se necessário, qual o melhor exemplo metafórico para esse tema. Após pensar no enredo, visualizo a história e o desenrolar da acção.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

TG - Não sei, mas acho que gostaria de seguir a área do ensino, ou então continuar a estudar, numa outra área.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

TG - Franz Kafka, sem dúvida é o meu autor preferido. Também gosto bastante de literatura sul-americana, e aí destaco outro dos meus autores preferidos, Gabriel Garcia Marquez. Gosto também muito de Horace McCoy. Dos autores de língua portuguesa, adoro Vergílio Ferreira.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

TG - Que seja persistente. O mais complicado é publicar o primeiro livro e para isso aconselho a contactar várias editoras, e a aguardar pacientemente as respostas, porque normalmente demoram. Se tiver propostas para publicação, que analise e pense bem na melhor a todos os níveis. A partir daí, tem que se estar ciente que o trabalho apenas começou, porque a divulgação e promoção, enquanto escritor, tem que ser feita sobretudo por ele próprio. Convém também ouvir os conselhos de quem está ligado à literatura, mas sobretudo do editor com o qual publica. É importante ouvir as críticas e aceitá-las. Claro está, nunca pode parar de escrever também, tem que continuar para progredir e melhorar a sua escrita.

L&L - Qual o seu mais recente projecto?

TG - Em Novembro deste ano foi publicado o meu segundo livro intitulado “Não fomos nós dois”, pela Edium editores.

Comments  

 
0 #1 Pedro Barbosa 2011-12-06 11:46
Como amigo pessoal do Tiago, acho que ele é, acima de tudo, um grande exemplo de resiliência e proactividade. É um exemplo de como o talento, per se, não leva a lado algum. São necessários trabalho, determinação e uma boa dose de gestão das expectativas.

Boa sorte para o Tiago!
 

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