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Richard Towers: Nós somos o que lemos

ENTREVISTAS - Escritores

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Livros & Leituras - Quem é?

Richard Towers – Sou escritor, criador, autor, editor, assino Richard Towers e o meu nome é Martinho Torres.  

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

RT – A literatura faz parte da minha formação académica e sempre foi um mundo que me atraiu. Cresci a ler todo o tipo de livros, pois estes permitem-nos viajar, viver aventuras, crescer mentalmente e espiritualmente. Aprofundei conhecimentos, refleti, tornei-me consciente enquanto ser que vive integrado numa sociedade exigente, competitiva e onde os deslizes não são perdoados. É importante perceber que nós somos o que lemos.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

RT - Os livros chamaram por mim. Como criador que sou, não passa um só dia em que não tenha uma ideia. Estive muitos anos ligado à música e compunha com frequência; o chamamento da literatura surgiu quando decidi escrever um argumento para um disco. Curiosamente, esse argumento indicou-me o caminho e, a partir daí, não mais parei de escrever.  Neste momento, a escrita tomou o lugar da composição.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

RT - Quando decidi escrever profissionalmente, percebi que entrar no mercado não seria tarefa fácil. Dei azo à minha inventividade e criei um novo conceito: o livro-objeto. O livro-objeto consiste na função dupla do livro – o livro-relógio Tempo, por exemplo, tem um relógio real integrado na capa e pode ser usado como relógio de parede, tal como o livro-espelho Reflexos tem um espelho integrado na capa. O próximo lançamento será o livro-xadrez O Desafio; a capa do livro é um tabuleiro e a embalagem inclui 32 peças em madeira para que se possa jogar. Com esta nova abordagem, além de conseguir entrada no mercado, resolvi a questão da inspiração, pois a temática do livro está sempre subjacente ao objeto: o tempo, o reflexo, o jogo... Em relação à minha escrita, considero-me um ficcionista que procura o equilíbrio entre o fantástico e o filosófico. As minhas personagens são ambíguas, voláteis, expressam-se em diversas dimensões; a minha linguagem é muitas vezes poética, embora apareça, a espaços, crua e objetiva.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

RT - Continuo a considerar o meu primeiro texto Apolion ou A Paixão de Lúcifer uma criação única e incomparável. Foi uma obra de parto difícil, obrigou-me a vários anos de pesquisa, a várias reescritas, a uma delicada fiação. Com esse texto, enriqueci a minha linguagem e a minha visão do mundo, daí o considerar a minha obra suprema. Posso adiantar que conhecerá a luz do dia ao longo do próximo ano.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

RT - Músico seria a resposta mais óbvia, mas como ainda me considero músico, julgo que não é válida. Se não fosse escritor, seria pintor. Apaixona-me a pintura – a forma como se conjugam as cores, como se obtêm as texturas, como se chega a um resultado final que nos extasia. É um pouco como a música – não são necessárias palavras para se perceber todo um mundo.

L&L - Quais são seus autores preferidos?

RT - Inúmeros. Apaixonei-me recentemente pela literatura russa, a qual me serviu de inspiração para escrever o livro-xadrez O Desafio. Autores como Gogol, Dostoiévski ou Tolstói têm preenchido o meu imaginário literário e, embora nunca tenha ido à Rússia, sinto que um pedaço daquele lugar me pertence. Também gosto de autores contemporâneos; cá, há boas referências, casos do José Luís Peixoto, do valter hugo mãe (em minúsculas para respeitar a vontade do criador) ou do Gonçalo M. Tavares que têm criado obras de muito valor e desenvolvido uma carreira consistente, na linha da nossa grande tradição literária. Fica também o elogio a todos os outros autores que ergueram bem alto o nome de Portugal.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

RT - É necessária muita persistência, uma grande abnegação, capacidade para entender e tirar partido das críticas, ser genuíno e enfrentar a adversidade com um sorriso.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

RT - Ainda este ano, será lançado o livro-xadrez O Desafio. Para o próximo ano, há vários títulos na forja; um deles já foi referido (Apolion ou a Paixão de Lúcifer) e há mais dois que já concluí e que apenas esperam pelo melhor momento para se darem a conhecer ao público. Pretendo, a longo prazo, criar uma coleção única de livros-objeto, assinados Richard Towers e Neoma Produções, a minha editora (www.neoamproducoes.com), por isso, considero que a aventura está apenas no início.

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