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Editorial: Fernando Pessoa e o Portugal dos pequeninos

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Como escreveu um dia Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma é pequena".

Ontem, na véspera de se assinalar os 80 anos sobre a morte de Fernando Pessoa, a direção da revista Livros & Leituras tentou visitar a Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, Lisboa.

A tentativa revelou-se infrutífera. Nem a casa onde viveu o poeta, nem o restaurante e café "Flagrante Delitro" estavam abertos. Estavam, imaginem, a pintar o edifício.

Na véspera de se assinalar 80 anos sobre a morte de um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos? Num domingo soalheiro? Com os restaurantes do Mercado de Campo de Ourique, a dois passos da Casa, a "rebentarem" de gente?

Haverá mais algum lugar no mundo onde isto possa acontecer?

Vivemos mesmo no Portugal dos pequeninos! É uma vergonha!!


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Editorial: L&L junta-se a todos os que defendem a liberdade de expressão

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Apesar das ameaças dos radicais islâmicos que já recai sobre os órgãos de comunicação social de todo o mundo que resolveram, hoje, 14 de janeiro de 2015, solidarizarem-se com o jornal CHARLIE HEBDO, publicando a capa do referido órgão de comunicação social, a direção editorial da revista LIVROS & LEITURAS decidiu juntar-se, sem medos, a todos aqueles que, no planeta, defendem a LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Aqui está a capa do CHARLIE HEBDO: 

Também nós somos: JE SUIS CHARLIE!!

O diretor adjunto
Mário Gonçalves


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Tribunal português imortalizou "A verdade da mentira"

OPINIÃO - Direcção Editorial

A notícia caiu que nem uma bomba. Só prova que a nossa pobre democracia é jovem e débil. Pior do que se passou com o recente caso da TVI, em que os jornalistas foram claramente silenciados – directa ou indirectamente pela máquina socialista, pouco importa – é a decisão do Tribunal Cível de Lisboa que proibiu a venda do livro "A Verdade da Mentira", escrito por Gonçalo Amaral sobre o desaparecimento de Madeleine McCann.

Se o ex-inspector da PJ, que investigou o caso durante meses a fio, dá a cara e o nome por aquilo que escreve, por que motivo censurar o livro? Se for caso disso, que seja julgado o autor, que prove o que escreveu e, se não provar, que seja condenado por calúnia! E, já agora, por que motivo não houve tratamento igual da justiça portuguesa face ao “Eu, Carolina”, o polémico livro de Carolina Salgado sobre a alegada corrupção que envolve Pinto da Costa e o Futebol Clube do Porto?

Imaginem se Deus Nosso Senhor, Jesus Cristo ou a Igreja Católica tivessem tanto poder quanto os McCann, já o nosso José Saramago teria, há muitos anos, desistido da escrita... Não teria sido Nobel, não haveria “Memorial do Convento”, Evangelho ou Caim...

Pior que a máquina poderosa dos McCann, apoiada pelo igualmente poderoso governo inglês sobre o pobre tuga, é o juiz português que delibera dessa forma. Não me lembro que algo tenha acontecido, desde o 25 de Abril, em Portugal. Senhor magistrado, de certeza que leu o livro?? O que lá consta é a investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária. O livro limita-se a narrar os passos da PJ, os locais, as horas, as declarações de testemunhas e, obviamente, a opinião do autor que conhece o caso como ninguém. São dados de um processo que deixou de estar em segredo de justiça. Qualquer jornalista pode ter acesso. Leu o livro ou baseou-se apenas na cinzenta súplica duvidosa dos McCann?? Houve pressões para deliberar dessa forma ou somente o nome McCann é sinónimo de poder e de pressão?

No despacho que chegou à imprensa, através da LUSA, é ordenada a retirada das lojas de todos os exemplares do livro, e todos os que estiverem em armazém vão ser entregues a uma depositária. Se tiver sorte, e porque, por enquanto, ainda não há PIDE, o exemplar que tenho na minha biblioteca, que li com muita atenção não mo devem poder tirar!? Ou será que ainda me vêm a casa roubar a obra?

E, para ridicularizar ainda mais esta medida cautelar da justiça portuguesa, parece que tanto Gonçalo Amaral como a editora Guerra e Paz estão proibidos de falar sobre o livro e sobre o desaparecimento de Madeleine. É para rir!!  

Ao Gonçalo Amaral, que não conheço mas gostaria de conhecer por ser um homem sem medos, um Davi contra uns quantos frouxos Golias mentirosos, resta o meu apoio e solidariedade. Caro Gonçalo, não se preocupe. Considero até que esta decisão do juiz acabou por imortalizar a sua obra. Já vendeu milhares de exemplares e quase todos conhecem a sua versão dos factos.

Infelizmente, a história da literatura mundial é rica em livros censurados. Hoje, depois da razão, são best-sellers: “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley; “A Idade da Razão” do meu adorado Sartre; “Cândido” de Voltaire; “Noite de Reis” de Shakespeare; “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas (pai); “Trópico de Câncer” de Henri Miller ou “Na Toca dos Leões” de Fernando Morais, para lembrar apenas estes. Brevemente, juntar-se-á “A Verdade da Mentira”.

Enquanto Director-Adjunto da Revista Livros & Leituras prometo-vos que vou voltar a ler “A Verdade da Mentira”, e aqui será colocada uma proposta de leitura. Daquelas propostas que as grandes obras merecem! Depois, resta-me a esperança vã de não voltar a ser processado por uma justiça vesga de medo... Uma justiça de um país à beira mar estagnado! Força ao Gonçalo e à Editora Guerra e Paz!     


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Um dia, Mia Couto será Nobel da Literatura!

OPINIÃO - Direcção Editorial

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Em 1996, tive o privilégio de conseguir levar à minha universidade (UAL), para participar num colóquio sobre Literatura Africana de Expressão Portuguesa, o escritor Mia Couto. O processo não foi fácil, é que o escritor moçambicano, pai de “Terra Sonâmbula”, estava na altura a participar num evento literário patrocinado por uma universidade vizinha. Depois de muitos contactos, consegui levar Mia Couto ao encontro de estudantes do meu curso que estudavam na altura a sua fabulosa obra.

O encontro foi um espetáculo. Além de perceber que estávamos perante um grande escritor, facilmente se compreendeu que estávamos também perante um homem simples e humilde, como simples e humilde foi a sua educação e é igualmente a sua obra.

Saí desse lugar feliz e contente por ter conhecido um grande Homem. Vale a pena conmhecer pessoas assim. Ainda me lembro do que lhe disse à saída do auditório da UAL: Mia Couto, um dia será Nobel da Literatura!

Um dia, veremos se a minha futurologia estava certa. Para já, Mia Couto está bem lançado. Parabéns por ter conseguido o Prémio Camões 2013!


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Qualquer um pode zangar - se, pois isso é muito simples. Mas zangar - se com a pessoa adequada, no grau exacto, no momento oportuno, com o propósito justo e de modo correcto, isso, não é tão fácil como isso. (Aristóteles - Ética a Nicómaco)

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