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Marisa Galvão: "Arriscar é o que nos resta"

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ENTREVISTAS - Escritores

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Marisa Afonso Dantas Galvão nasceu em Lisboa em 1980 onde cresceu apesar da forte influência das suas origens do norte do país.
Desde cedo demonstrou gosto e aptidão para os idiomas e a escrita acabando por se licenciar em Tradução na variante de Inglês/Francês pela Universidade Autónoma de Lisboa no ano de 2006. Acabou por abraçar outros desafios profissionais mantendo a tradução apenas a título freelancer.
No âmbito do estágio curricular efetuado para as Edições Sfori foi coautora de dois livros de uma coletânea intitulada “No meu tempo” editada em 2006 que se baseou numa recolha de conhecimento junto dos mais idosos.
Mas com uma alma romântica, o gosto pela escrita nunca desapareceu, levando-a a passar para o papel algumas histórias por si ficcionadas.

Livros & Leituras - Quem é?

Marisa  Galvão - Marisa Afonso Dantas Galvão, tenho 36 anos, sou licenciada em Tradução e vivo no Concelho de Sintra, sou funcionária pública na Câmara Municipal da Amadora e tradutora freelancer mas tenho a escrita como hobby e paixão.

L&L - Como e quando começou a interessar-se por literatura? 

MG - Desde sempre que houve incentivo para ler com a banda desenhada da Disney e os contos infantis normais e sempre gostei mas depois passei aquela fase da adolescência em que apenas lia os livros que era obrigada. Os livros devem ser lidos por prazer, porque nos apetece ter uma companhia para nos distrair. Nunca devem ser uma obrigação. Depois claro que amadureci e aprendi novamente a procurar a companhia agradável de um livro para relaxar do quotidiano.

L&L - Por que motivo resolveu escrever livros?

MG - Sempre tive um lado virado para a escrita pois sempre me foi mais fácil transmitir emoções por palavras escritas. Ao longo dos anos sempre fui escrevendo pequenos poemas e textos mas quando na faculdade um dos docentes nos desafiou para escrevermos um pequeno conto e o meu até obteve uma critica positiva pensei “se calhar até tenho jeito para isto e vou experimentar escrever algo mais complexo” e assim foi… Um dia de praia foi o primeiro livro que escrevi em 2006 e esteve guardado na gaveta até hoje quando tive coragem de o editar em colaboração com a Chiado Editora.

L&L - Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

MG - Ainda só editei um romance por isso para já esta é a minha obra preferida quem sabe daqui a uns anos se tiver oportunidade de responder novamente a esta perguntar a resposta já seja outra diferente.

L&L - Em que é que se inspira para escrever um livro?

MG - Antes de começar a escrever penso sempre se poderá ser útil na vida das pessoas e se pode ajudá-las ou influenciar de alguma forma pois invariavelmente o ser humano está sempre à procura de algo que lhe transmita felicidade e bem estar. Penso nas vivências diárias comuns. Depois crio uma ideia base, uma personagem principal e a partir daí construo na minha imaginação um mundo paralelo para essa personagem e, quando me sento a escrever vivo e respiro enquanto essa pessoa, e não como a Marisa, para poder transmitir uma história o mais real possível, apesar de imaginada.

L&L - Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

MG - De momento não sou escritora de profissão mas apenas enquanto hobby e, por isso, gosto daquilo que faço e que ainda me permite ter tempo para dedicar à escrita.

L&L - Quais são seus autores preferidos? 

MG - Costumo prender-me mais pelas histórias em si do que nos autores mas obviamente que tenho autores que gosto mais de ler como é o caso, por exemplo, de Nicholas Sparks, Margarida Rebelo Pinto, Nora Roberts e Tiago Rebelo.

L&L - Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor?

MG - Acreditar em si e valorizar-se. Este livro “Um dia de praia” esteve na gaveta quase 10 anos tal como muitos de nós pomos de lado sonhos e objetivos de vida apenas porque achamos que não estamos à altura ou porque as condicionantes da vida nos aprisionam e envolvem numa rotina absurda cujos objetivos passam a ser outros e quando damos por isso estamos a sobreviver em vez de viver…pois só vivemos realmente quando fazemos aquilo que gostamos e nos faz sentir livres. Há momentos em que a vida ou alguém nos desafia e surge em nós uma força interior que nos leva a mostrar quem realmente sonos e o nosso valor. Arriscar é o que nos resta.

L&L - Para quando um novo projeto editorial?

MG - Para já estou ainda a promover e a viver o sonho da edição deste que é o meu primeiro romance. Espero que “Um dia de praia” tenha uma boa aceitação do público, pelo menos para já está a correr tudo muito bem, e que dessa forma me sinta mais motivada a avançar com o lançamento de um segundo livro, quem sabe para o final do ano.

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