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GÉNERO -
Epistolografia
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Escrito por Mário Gonçalves
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Quinta, 20 Agosto 2009 13:04 |
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“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja. Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!...” O poema é de Florbela Espanca, um dos mais mediatizados poemas portugueses graças à sua beleza, mas também à voz de Luís Represas, que o eternizou musicalmente através dos Trovante. Mas “Perdidamente” é agora também o nome de um novo livro de Florbela Espanca, que aglomera a sua correspondência amorosa. Ao longo de cinco anos, 1920-1925, a mais ilustre poetisa portuguesa de todos os tempos escreve inúmeras cartas e bilhetes a António Guimarães, aquele que viria a ser o seu segundo marido. Depois de conhecermos os seus fabulosos sonetos, cuja qualidade literária os imortalizou, é tempo de se conhecer um pouco mais da vida privada desta mulher que ainda hoje nos encanta cada vez que olhamos para a sua poesia. Nesta epistolografia, Bela (como ela gostava de assinar as suas compostas cartas e curtos bilhetes), em estado de amante, distribui beijos e amor sem cansar ao Alferes Guimarães. Ao longo de mais de 250 páginas, onde se destacam também documentos originais, a poetisa mostra, nos seus escritos, muita sensibilidade, preocupação, emancipação, emotividade e cumplicidade. Como nos recorda Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, na apresentação da obra, passamos também a conhecer uma dona de casa preocupada com as suas lides, as suas galinhas e o seu cão. Uma saudação para Maria Lúcia Dal Farra, pela fixação dos textos, apresentação e notas explicativas deixadas em muitas das cartas. Parabéns à Inês Pedrosa, autora do prefácio, pois em apenas cinco páginas conseguiu mostrar por que “as cartas são mais eficazes que beijos”. __________ Florbela Espanca Perdidamente Edições Quasi
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O MORGADO DE FAFE EM LISBOA |
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GÉNERO -
Grandes Clássicos Portugueses
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Escrito por Mário Gonçalves
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Sábado, 05 Setembro 2009 12:11 |
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A grandeza de Camilo Castelo Branco como romancista – autor de 260 obras – , facto que lhe mereceu o epíteto de “operário das letras”, é um duro golpe noutros géneros literários do autor, igualmente importantes. Foi cronista, crítico, historiador, poeta e tradutor, mas foi também dramaturgo. A sua produção dramatúrgica foi assinalável, e “O Morgado de Fafe em Lisboa” é um exemplo disso mesmo. Camilo foi um irrequieto romântico, revoltado pela orfandade, pelos amores incertos e tumultuosos, pela instabilidade emocional. Muito escreveu sobre o amor e sobre a sociedade ultra-romântica do século XIX. E foi a sua vivência, enquanto observador social, que lhe permitiu produzir obras como esta que aqui se apresenta. Esta comédia em dois actos, editada pela Opera Omnia, “é uma admirável farsa camiliana, que se notabilizou, ao longo do tempo, pelo efeito cómico e corrosivo com que investe contra certos ideais, tipos humanos e ambientes característicos do Portugal ultra-romântico de meados do séc. XIX. A graça mordente da sua sátira reside nessa capacidade de anatomia cruel da sociedade burguesa”. O brilhante polígrafo, que resolveu abandonar-nos a tiro de revólver com apenas 65 anos de idade, foi o primeiro escritor português a poder viver apenas da escrita. Acho que não é preciso dizer mais nada. Brilhante! __________ Camilo Castelo Branco O Morgado de Fafe em Lisboa Opera Omnia
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A TRAGÉDIA DE FIDEL CASTRO |
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GÉNERO -
Sátira
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Escrito por Sílvia Fernandes
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Terça, 01 Setembro 2009 16:21 |
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O autor propôs-se entrar na mente de um dos mais enigmáticos e marcantes líderes mundiais de todos os tempos, Fidel Castro. Fê-lo de uma forma original e caberá ao leitor avaliar se os objectivos foram alcançados. Ao longo da história, é possível encontrar as personagens mais surpreendentes, tais como Deus, Cristo, Fátima ou Dom Afonso Henriques. São figuras que valem pelo simbolismo que em si comportam, mas que não têm nada a ver com as figuras históricas do mesmo nome, como adverte o autor em nota prévia. No entanto, tal não passará do início da ironia que atravessará toda a obra. O texto de João Cerqueira é, assim, divertido, de leitura fácil, mas nada aconselhável a leitores com suceptibilidade política ou religiosa. Trata-se de uma autêntica sátira, muito no seguimento de uma tradição construída por figuras como Gil Vicente, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós ou Almada Negreiros. “A Tragédia de Fidel Castro”, publicado pela Saída de Emergência, é uma narrativa que revela um autor imaginativo, que domina o discurso metafórico e que consegue argumentar em torno de acontecimentos nacionais e internacionais, bem como de figuras sagradas e profanas. O final da obra, em narrativa aberta, deixa ao leitor a possibilidade de continuar, no seu pensamento, esta história ou criar outras igualmente mirabolantes. __________ João Cerqueira A Tragédia de Fidel Castro Saída de Emergência
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GÉNERO -
Hotelaria e Restauração
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Escrito por Mário Gonçalves
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Quinta, 01 Outubro 2009 15:37 |
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“Vinhos de Portugal 2010” de João Paulo Martins é a mais recente atracção de enólogos e amantes do bom vinho. Há 16 anos que a publicação é garantida consecutivamente. O objectivo é mostrar o que de melhor se produz em cada ano. São tintos, brancos, verdes, rosés e espumantes de todas as regiões vitivinícolas de Portugal. Este interessante guia de vinhos, um dos mais lidos do país, oferece-nos uma boa classificação dos vinhos, conseguida através de uma rigorosa análise, e até o local onde os podemos encontrar com relativa facilidade. A obra publicada pela Livros D'Hoje, das Publicações Dom Quixote, é muito fácil de consultar já que inclui um glossário de termos de prova e um índice remissivo. Em “Vinhos de Portugal 2010”, pode encontrar também informações práticas que se revelam sempre úteis na hora de escolher um vinho. Destaco ainda um conjunto de resposta a interrogações frequentes sobre esta bebida. Aqui fica-se, por exemplo, a saber que o vinho faz bem ao coração; que é mais difícil fazer vinho branco do que tinto; que Portugal é essencialmente um país de tintos; que os leilões de vinhos em Portugal ainda não são credíveis; que o consumo de vinho americano, de forma continuada, é prejudicial à saúde; que um grande vinho é sempre originário de uma vinha de baixa produção; que há vinhos para Inverno e vinhos para Verão; que o vinho branco deve acompanhar os pratos de peixe e os tintos os de carne não tem razão de ser; entre muitas outras respostas. Para o ajudar nas escolhas do dia-a-dia, este livro inclui ainda um guia de bolso destacável com a selecção dos melhores vinhos do ano. Muito interessante! __________ João Paulo Martins Vinhos de Portugal 2010 Livros D' Hoje
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