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Entrada GÉNEROS LITERÁRIOS Poesia INTERMEZZI, OP. 25
INTERMEZZI, OP. 25 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
GÉNERO - Poesia
Escrito por Mário Gonçalves   
Domingo, 20 Setembro 2009 14:12

 

 

“Intermezzi, OP. 25” é a mais recente obra poética de Manuel de Freitas. Neste livro, da autoria de um jovem poeta ribatejano que publica desde 2000, encontramos um conjunto de poemas de temática muito diversificada. Em comum, parecem ter a saudade e, nalguns casos, a solidão e também a morte como pano de fundo. Aliás, isso é explicito logo no primeiro poema: “Setembro Song”.

Manuel de Freitas (ou pelo menos o seu eu poético) deixa-nos algumas recordações que marcaram o seu quotidiano, enquanto passageiro da vida. As suas viagens (nem que sejam apenas aquelas que são movidas pelo vento da imaginação) e vivências, aqui, ali e até além fronteiras, são presença garantida.

De métrica irregular, isto é, onde os versos são totalmente livres de rígidas regras e onde as curtas (mas também grandes) estrofes formam interessantes momentos, os locais, tempos e pessoas parecem ser a inspiração para a poesia deste poeta (e também ensaísta) que nasceu no Vale de Santarém.

A poesia de Manuel de Freitas é um autêntico guia de viagem que transporta o leitor, de um momento para o outro, para diferentes situações: onde o interior e o exterior formam uma simpática simbiose, uma relação de complementaridade imprescindível. Penso que o poema “Martinho da Arcada” é exemplo disso. Do interior do espaço, muito bem descrito com detalhe de poeta, onde até Pessoa é recordado, acaba por se lançar para o Cais do Sodré, ali mesmo ao lado.

Por vezes, a minuciosa descrição dos espaços é um complemento para uma acção que se esgota num abrir e fechar de olhos. Felizes devem estar alguns amigos a quem o poeta dedica muita da sua poesia. Apesar de jovem, nota-se alguma mestria nos poemas de Manuel de Freitas.  

__________

Manuel de Freitas

Intermezzi, OP. 25

Opera Omnia

 

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